A indústria alimentar nacional ganha uma unidade com a entrada em funcionamento de uma fábrica para conservas de peixe (atum, sardinha e carapau), denominada Pes-sul que brevemente poderão ser exportadas para o mercado europeu, segundo a ministra das Pescas, Victória de Barros Neto, quando falava na cerimónia de inauguração de duas novas empresas.
As duas unidades situadas no município do Tômbwa, estão viradas para a conserva e congelação de pescado.
Segundo Victória de Barros Neto, com a reabilitação desta unidade o mercado nacional voltará a ter conservas produzidas em Angola, e a médio prazo, “poderemos assistir a exportação, quer para os países limítrofes como para o mercado europeu, recuperando desta forma a sua mística.
Por isso, a governante recomendou aos gestores uma produção com base nas normas nacionais e internacionais, podendo para o efeito, contar com o apoio do Ministério das Pescas, através da direcção nacional de infra-estruturas e do Instituto Nacional de Apoio às Indústrias de Pesca e Investigação Tecnológica.
Estas e outras infra-estruturas que brevemente estarão concluídas, como o terminal de pesca e os entrepostos frigoríficos, empreendimentos constantes da carteira de investimentos públicos do Ministério das Pescas, vão diminuir as perdas pós captura e melhorar a cadeia logística e de distribuição dos produtos da pesca, acrescentou.
A nova fábrica de conserva “Pes-Sul” tem a capacidade diária de produzir 125 mil latas de conserva.
A empresa que já vem a funcionar em regime experimental desde Outubro de 2016, comercializa o seu produto nos mercados das
provinciais da Huíla e Luanda.
A inauguração das duas unidades de pesca no município do Tômbwa possibilitou criar 750 novos postos de trabalho directos, dos
quais 350 para mulheres.