José Chimuco

Banco BAI Micro Finanças (BMF) é a denominação que adoptará o Novo Banco (NB), instituição financeira que se dedica exclusivamente ao segmento de pequenos negócios e que tem como parceiro maioritário o Banco Africano de Investimento, que, em Novembro de 2007, o adquiriu, numa operação que rondou os USD 4,5 milhões.

Está em curso o processo de transição do NB para o BMF, que, de acordo com a sua administradora executiva, Francisca Massango de Brito, contará, na nova estratégia, com mais três parceiros, no mínimo, entre eles o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS).

Em entrevista exclusiva ao JE, Francisca de Brito disse que o processo de transição está numa fase bastante adiantada. Enquanto isso, afirmou, a instituição está a dar seguimento ao trabalho iniciado há cinco anos, quando surgiu no mercado angolano o Novo Banco, que era propriedade de um conjunto de instituições estrangeiras, lideradas pelo grupo alemão ProCredit Holding (PCH), e que integrava, ainda, a DOEN, a BIO e o IFC, então propriedade do grupo alemão ProCredit Holding, em parceria com a Chevron Sustentable Development Company.

Em finais de 2007, o grupo ProCredit decidiu abandonar o mercado angolano. Foi então quando o BAI avançou para a compra da instituição, pela módica soma de USD 4,5 milhões, ficando, assim, com 85,7% do seu capital. O restante continua nas mãos da Chevron.

O NB, o primeiro e único banco que tem na actividade de micro finanças o seu core business, conta com seis agências no país: Luanda (3), Benguela (1), Lobito (1) e Cacuso (Malanje – 1). Há previsões de serem abertas mais seis agências, sendo que duas delas, também na província de Luanda, deverão abrir as portas ao público ainda este ano. No médio e longo prazo, a perspectiva é de implantação da instituição em todo o país. “Vamos expandir a nossa actividade a todo o país”, disse Francisca de Brito.

O NB/BMF, é um dos bancos que o Governo seleccionou para integrar o grupo de parceiros seus no financiamentos de programas do desenvolvimento da agricultura, indústria e energia, no quadro dos Objectivos do Milénio, contribuindo, assim, para a redução da pobreza e criação de emprego. ‘’Para nós, é motivo de orgulho e de grande responsabilidade o facto de termos sido seleccionados”, reconheceu.

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