O novo banco Carregosa, na qual Américo Amorim tem 10 por cento do capital, que começou a operar, ontem, em Portugal, tendo como principal alvo a banca privada, pode, ainda este ano, instalar-se em Luanda, disse o presidente da Comissão Executiva da instituição. O presidente da Comissão Executiva do Banco Carregosa, Pedro Duarte, afirmou a uma estação de rádio portuguesa que a especialização em ‘private banking’ é uma vantagem, num momento em que as empresas estão em regime de contenção financeira.

“A parte económica das empresas tem mais a ver com a banca comercial e de retalho. O nosso modelo de negócio é mais de gestão de patrimónios.

Por outro lado, vamos também marcar presença em países que não vão ser tão afectados pela recessão económica”, explicou o presidente executivo do banco Carregosa.

A instituição, que resultou da fusão da corretora L.J. Carregosa com a Personal Value-Sociedade Gestora de Patrimónios, vai apostar em Angola e no Brasil, com vista a “tentar angariar clientes e fazer um círculo de negócios entre os três países”.

O Banco Carregosa, ontem apresentado no Porto, quer ter 100 clientes de private banking e 100 milhões de euros sob gestão até final de 2010, afirmou o presidente da Comissão Executiva.

Com sede no Porto, onde está concentrada toda a parte administrativa e comercial e a gestão de carteiras, o novo banco tem também escritórios em Lisboa.

Segundo Pedro Duarte, a intenção é abrir ainda um escritório de banca privada na capital.