A taxa de desemprego em Angola cresceu 8,8% nos últimos dois anos, atingindo 28,8% da população activa, conforme um relatório do Instituto Nacional de Estatística (INE). Indica o estudo que o desemprego atingiu 3.675.819 das 14.735.487 pessoas em idade activa, das quais apenas 9.073.321 trabalham. Este estudo incide sobre o período de Maio de 2018 a janeiro deste ano.
Segundo o estudo, o país, cuja última estimativa aponta para cerca de 28 milhões de habitantes, tem uma população economicamente activa, que integra empregados e desempregados com 15 ou mais anos de idade, estimada em 12.749.140 de pessoas, sendo 6.104.537 homens e 6.644.603 mulheres
Os resultados levam-nos a conclusão de que a taxa de desemprego é ainda muito alta. Aliás, os factos, o nosso dia-a-dia, falam por si. E como todos precisam de sobreviver, a luta por uma ocupação é permanente para se ganhar dinheiro e sustentar a família.
Para tal, desde que sejam boas acções, todas as opções respondem ao valor da necessidade. E por Luanda, e com reflexos às demais cidades, a arte de se reinventar para o negócio leva quase todo o mundo aos mais variadosdomínios comerciais.
O vender o café nas ruas, de manhã muito cedo, passou a ser uma prática quotidiana. O que se passa é que, como há necessidade de sair cedo de casa, há altura que nem tempo para “meter algo no estômago” se tem. A distância, digamos, entre a casa e o serviço não encoraja para este momento nobre. Solução, claro que existem outras, mas alguém decidiu criar mais este nicho: a do café, servido quentinho nas ruas. Vezes há, servido completo. Ou seja, leite, café e sandes.
Uma solução prática que casos há em que até mesmo no volante da viatura, por exemplo, se pode tomar uma xícara e ajudar a afugentar o sono e o cansaço. Ossos do ofício. Ganhar a vida é importante quer para quem vende, quer para quem compre o café. Seja como for, todos são verdadeiros lutadores pela vida!
O desemprego coloca muitos jovens à deriva. Sem soluções. Ou seja, a procura por soluções. A primarem pelo “empreendorismo”. Há necessidade de derrubar os obstáculos e exibir a bandeira da dignidade: o ganhar a vida com honestidade. Com sacrifício. Humildemente. É o que faz Jurema Filipe, na zona da Mutamba e companheiras. Pois, eles encontraram na venda do café, chá e leite quente na baixa de Luanda a sua razão de vida, ou para a vida.
Jurema tem 17 anos. Faz parte de um grupo de mais 11 jovens que calcorream pela baixa da cidade, mas o negócio tem um outro dono, como contam. Os rendimentosque podem chegar em 12 mil kwanzas semanal, é depois entregue ao “dono”. A sensação com que se fica é que a missão da equipa é a de comercialização, ir à rua. Cabe ao “proprietário” criar toda as condições logísticas. Se boa ou não a prática, a atitude, verdade mesmo é que assim registamos a história. “Nem sempre facturamos o suficiente. No tempo de frio é melhor”. Com o fim da época do cacimbo, a vida destes jovens pode ficar ainda mais fria, até que as soluções de empregabilidade os bata a porta.
Baixa de Luanda
A Baixa de Luanda, dada a aglomeração de pessoas, é o ponto de eleição para efectuar o negócio para muitos jovens. O momento exige de todos um esforço para ajudar na alimentação familiar.
A jovem Alzira da Conceição, 22 anos, perdeu o seu emprego há pouco tempo. Trabalhava numa unidade hoteleira no centro de Luanda. A solução para acudir os problemas básicos foi “embarcar” para este negócio.
Tem uma filha para sustentar. Encostada à parede na paragem de táxi (azuis e brancos) , é o seu posto de trabalho. O café é servido em copos plásticos.
De repente chega um taxista solicita um café, exclama “quentinho”. custa 150 kwanzas.
Os recursos que ganha, com a venda do café e leite, asseguram também o pagamento da creche da sua filha. A jornada de trabalho de Alzira começa às 5 da manhã e termina às 10 horas. Diariamente, chega a encaixar 3 mil kwanzas, até sexta-feira, consegue 15 mil . Mora no município de Sambizanga.
No interior do bairro a delinquência faz morada, mas a necessidade obrigam-na a pôr em risco a sua vida. Sai de casa às 4 da manhã, enfrentando todos os riscos.
Os taxistas são os principais clientes da jovem. Pouco antes das 10 horas, ela já se tinha despachado. O negócio tem andando, como nos confindenciou.
Algumas jovens disseram ao JE, que o negócio de café é mais rentável na época quente, pois ao contrário na do cacimbo, consegue-se vender mais, porque muitas vendedoras preferem ficar em casa alegando que o calor vai inibir o consumo do produto.
“Aí entramos em acção”.

Aumenta o número de apreciadores

Em Angola aumenta todos os dias o número de consumidores. Razão que as autoridades angolanas pretendem que seja incrementada a produção do bago vermelho nas províncias tradicionais de produção.
Exporta 200 toneladas de café para os mercados do Dubai, China, Portugal e Suíça.
Segundo uma fonte do ministério da Agricultura e florestas, há um envolvimento das comunidades no sistema produtivo. Estão reprovadas as opiniões que apontam que o café importado  infuencie o comércio do produto.
A salvação vai incidir para aumento às províncias como o Uíge e Cuanza Sul que tinham maior produção.
A Nova Procafé tem desenvolvido um processo de comercialização do café plantado na província do Cuanza Norte, no município de Camabatela, que se vai juntar à de Malanje. Pretende-se com isso, garantir um aumento alto  da produção nacional. Atingir níveis históricos como aconteceu Em 1973. Naquela altura o país produzia 240 mil toneladas de café por ano.
A projecção da Organização Internacional do café (OIC), aponta que até final do ano os consumidores estejam na ordem 165,19 milhões de sacas no fim do ano.
Esse número representa um aumento de 2,1 por cento em realção ao período anterior, que teve um consolidado em 161,71 milhões de sacas.
O consumo cresce mais rapidamente nos países importadores calculado em 2,5 por cento ao ano do que nos países importadores.
O consumo em 2018 foi estimado em 53,51 milhões de sacas de café no mercado Europeu.
O quilo do café mabuba subiu de 60 para 100 kwanzas e o café comercial, vendido a 160 em 2015, é comercializado a 300, o que motiva os cafeicultores e atrai novos operadores para o sector.