A seguradora angolana Bowns reuniu na última quarta-feira (6), no Centro de Convenções de Talatona, em Luanda, os especialistas da indústria petrolífera angolana e convidados internacionais, além de bancos comerciais e seguradoras para abordar sobre os actuais desafios dos seguros na indústria do Oil & gás. O presidente da comissão executiva da Bonws Seguros, entidade que organizou o evento, Luís Vera Pedro, referiu que o seguro no sector petrolífero registou perdas de 20 por cento nos últimos dois anos. Para ele, a perda decorre de alguns desinvestimentos registados no sector nesse período. Luís Vera Pedro disse ainda que as seguradoras ligadas ao sector petrolífero não se limitam ao co-seguro de exploração petrolífera. “O sector petrolífero hoje em dia gera seguros de acidentes de trabalho, seguros de saúde. Os seguros de saúde ligados ao sector petrolífero sejam eles prestadoras de serviços ou de empresas de exploração de petróleo são dos maiores grupos de risco de saúde existentes em Angola”, disse.

Preço do Brent
nos 76 dólares

O barril do petróleo Brent para entrega em Agosto abriu nesta quarta-feira em alta no mercado de futuros de Londres, cotado a 75,98 dólares, variação de 0,86% em relação ao fecho da sessão anterior. Na terça-feira, as negociações do Brent, para entrega em Agosto, no mercado de futuros de Londres, negociaram nos 75,38 dólares norte-americanos. Nesta semana, os preços do Brent oscilaram ligeiramente para baixo, contrariando as tendências anteriores de alta, após os Estados Unidos da América terem solicitado à Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) que aumentassem a quantidade de petróleo disponível. A Bloomberg avançou mesmo que o governo norte-americano pediu discretamente à Arábia Saudita e outros membros do cartel que aumentassem a sua produção em um milhão de barris/dia, para travar os preços da matéria-prima.
Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI), cai 0,66% para 64,32 dólares, enquanto em Londres, o Brent desvaloriza 1,78% para 73,95 dólares, o valor mais baixo desde 8 de Maio. Perante esta subida das cotações, a própria Opep admitiu reverter gradualmente os cortes à produção iniciados no início de 2017, um assunto que está na agenda do encontro do cartel, em Viena, marcado para 22 e 23 de Junho. O ministro saudita do Petróleo, Khalid Al-Falih, disse no mês passado que o reino partilhava da “ansiedade” dos países consumidores com os elevados preços do petróleo e acrescentou que a Opep e seus aliados estavam “inclinados” a aumentar a produção.

Sonangol
partilha dados sobre licitações

A Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (SONANGOL) está, neste momento, a efectuar sessões de informação de dados (showrooms) com o propósito de partilhar informação técnica, legal e contratual, relativa  aos Blocos 20/11 e 21/09. Num recente comunicado, a petrolífera fez saber que na qualidade de detentora de interesses participativos nos Blocos 20/11 e 21/09 tenciona proceder à cedência de parte dos referidos interesses.
Com previsão de até 31 de Julho como data para receber propostas, a Sonangol convida as companhias petrolíferas nacionais e internacionais e entidades investidoras interessadas, a participarem dos referidos data showrooms, devendo, para garantirem a participação, fazer um pré-registo, por via de um prévio e-mail que a estatal fez sair na sua página de internet. Recentemente, a administração da petrolífera reiterou a sua pretensão de honrar os compromissos que levarão a aquisição definitiva dos dois Navios Sonda construídos na Coreia do Sul. O entendimento para o efeito foi restabelecido, em Maio, num encontro, ocorrido à margem da Conferência de Tecnologias Offshore (OTC na sigla inglesa), em Houston, Texas, Estados Unidos da América, entre a delegação da Sonangol e uma comitiva da empresa coreana Daewoo.