A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) reunida nesta quinta-feira, em Viena (Áustria), na sua 153ª reunião extraordinária da Conferência ministerial, decidiu manter os actuais níveis de produção inalterados, apesar de alguns indicadores económicos "positivos" recentes apontarem para a possibilidade da diminuição da recessão antes do fim do corrente ano.

Ao tomar esta decisão, os países membros da OPEP reiteraram o seu compromisso para com a quota de produção acordada individualmente, bem como a sua prontidão de responder rapidamente a quaisquer desenvolvimentos que possam pôr em perigo a estabilidade do mercado petrolífero e seus interesses.

Os Chefes das delegações reiteraram também o compromisso estatutário da OPEP que visa garantir um fornecimento regular do petróleo às Nações consumidoras, estabilizar o mercado e, ao mesmo tempo, realizar o objectivo da organização de "manter os preços do petróleo bruto a níveis justos e equitativos, para o equilíbrio do mercado e dos produtores e consumidores.

Tendo analisado a situação do mercado petrolífero bem como as projecções de procura e oferta para 2009, em particular, para o terceiro e quarto trimestres, apresentadas pelo Secretário Geral da organização (OPEP), Abdalla Salem El-Badri, a conferência constatou que o impacto severo e amplo do declínio económico global em curso, provocado pela crise financeira, conduziu a um enfraquecimento da procura mundial de petróleo que poderá, perdurar por algum tempo.

O Ministro dos Petróleos de Angola, José Maria Botelho de Vasconcelos, que assume a Presidência rotativa do cartel, desde Janeiro deste ano, orientou os trabalhos da 153ª reunião extraordinária da Conferência. A próxima reunião ordinária da OPEP terá lugar, também em Viena, no próximo dia 9 de Setembro, do corrente ano.