O sector dos transportes pode tirar vantagens do enorme potencial técnico, logístico e até mesmo tecnológico que detêm os alemães, daí que a presença de empresários desse país europeu em Angola deve ser encarado como uma oportunidade para novas parcerias.

Por essa razão, o ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, apontou os programas estruturantes a implementar no subsector ferroviário, como a principal via da cooperação que se pretende com a Alemanha, tendo destacado a conclusão da reabilitação e da modernização das três linhas férreas já existentes e que se encontram em fase adiantada de conclusã.

Conforme recordou o ministro, estas linhas férreas assumem-se como decisivas na ligação com os países vizinhos da República Democrática do Congo (RDC), Zâmbia e da Namíbia.

Ao falar esta semana, em Luanda, no 5º Fórum Alemanha-Angola, Augusto Tomás, destacou a preponderância da ligação das linhas ferroviárias, uma vez que elas interligam-se aos portos, aeroportos, aos grandes centros populacionais, complexos industriais, logísticos e mineiros.

O ministro informou que se pretende promover a electrificação progressiva da rede ferroviária nacional, introduzir a alta velocidade ferroviária, progressivamente, em itinerários para as quais a mesma esta vocacionada, e construir, nas cidades em que tal seja previsto nos respectivos planos directores de transporte, de redes ferroviárias de transporte ligeiro, tipo metropolitano de superfície.

Augusto Tomás destacou a ligação à futura estação central de Luanda ao novo aeroporto internacional da capital e a promoção da ligação deste ao novo Porto de Luanda, que será erguido na Barra do Dande.

Defendeu a articulação à rede ferroviária nacional, nas suas ligações internas e internacionais com a rede nacional de plataformas logísticas, transfronteiriças, regionais, urbanas, portuárias e com os centros de carga aérea.

Ainda no subsector ferroviário, destacou a concretização da entrada da iniciativa privada, no quadro da legislação e da regulamentação já existente.

No que ao subsector rodoviário diz respeito, considerou a implementação da rede fundamental de estradas, a assumpção dos novos conceitos de vias rodoviárias, tais como: auto-estradas, itinerários principais e complementares, segundo uma hierarquia de rede, em função da carga, da tipologia do tráfego e do volume previsível de circulação.

Nos portos, transportes marítimos e na cabotagem marítima e fluvial, segundo o ministro, a concretizar a implementação dos planos estratégicos dos diferentes portos da rede nacional, elaborados para um horizonte temporal não inferior a dez anos.

Augusto Tomás evidenciou o esforço que tem sido desenvolvido para a construção do novo Porto de Luanda, do Porto de águas profundas de Cabinda e do Porto do Porto Amboim.

Na mesma perspectiva, avançou a conclusão da reabilitação e a modernização dos portos do Soyo, do Lobito e do Namibe, adaptando-os estruturalmente à natureza das cargas e a vocação específica de cada um deles.

Destacou, igualmente, a conclusão da implementação da cabotagem marítima e fluvial de Luanda, a cabotagem fluvial do Kuando-Kubango e iniciar a concretização da cabotagem marítima e fluvial do Norte de Angola, que se desenvolverá entre Cabinda, Soyo, Nzeto, e os terminais fluviais na Pedra do Feitiço e em Nóqui, no rio Zaire.

A afirmação do relançamento da Sécil, empresa de transportes marítimos, de bandeira, em ordem a conter a tendência altista e a especulação na fixação do frete nos transportes marítimos de e para Angola e de forma a aumentar a criação da riqueza nacional neste importante segmento do transporte de mercadorias.

Subsector aéreo
Quanto ao subector aéreo, considerou ser importante completar a rede de aeroportos e aeródromos, projectada a nível nacional, articulando, de forma conveniente, com os restantes modais, numa solução de continuidade e de integração territorial.

O titular dos Transportes, destacou a instalação dos sistemas de segurança e de apoio ao tráfego aéreo, com os equipamentos de última geração, em todas as infra-estruturas aeroportuárias da rede.

O processo de refundação da Taag e o aumento da sua presença nas rotas nacionais, para cobertura de todas as províncias, a nível regional, assumindo uma presença importante, nas rotas internacionais, para adequada ligação de Angola para o mundo, é ainda uma das apostas.

De acordo com Augusto Tomás, pretende-se aumentar a frota de aviões (TAAG) para operação no mercado nacional, regional e no mercado intercontinental.