O professor titular da Universidade Agostinho Neto, Fausto Simões, foi eleito ontem, coordenador da comissão directiva da Ordem dos Economistas de Angola (OEA), em cerimónia realizada na Escola Nacional de Administração (ENAD), em Luanda.
No evento de constituição que contou com a presença de 300 membros, foi eleito também Carlos Gomes, como vice-coordenador da comissão directiva.
Em declarações ao “JE”, Fausto Simões disse que o acto decorreu sem sobresaltos, pois contou com a presença de 300 membros, dos quais 299 votaram a favor e houve apenas uma abstenção.
Na cerimónia de constituição, foram aprovados igualmente, embora com algumas emendas e correcções, os estatutos e regulamentos de base.
Segundo o coordenador, doravante a comissão vai trabalhar para a preparação e convocação das próximas eleições, que a princípio serão marcadas depois da entrega dos regulamentos e estatutos ao Ministério da Justiça e para posterior aprovação pelo Conselho de Ministros.
“Só depois de ser publicado no Diário da Republica é que será marcada a data das eleições”, disse Fausto Simões.
Assim, fazem ainda parte da comissão directiva, os economistas Alves da Rocha, Ana Celeste, Filomeno Vieira Lopes, João Chipepe, entre outros.
A criação da OEA enquadra-se na Lei de Bases das Associações Públicas e vem dar resposta à necessidade de valorização da profissão de economista, a qual adquiriu nos últimos dias, uma importância económica e social acentuada, daí exigir-se uma entidade que discipline, salvaguarde valores e crie condições de enquadramento e valorização técnico-profissional da classe e se assume como parceiro social do Estado.
Uma nota de imprensa da comissão instaladora chegada nesta segunda-feira à Angop, a Assembleia Constituinte é o resultado do trabalho efectuado pela comissão instaladora que em um ano e meio produziu os instrumentos legais necessários, como projecto de estatutos e de regulamento eleitoral e de disciplina.

Critério de acesso
Segundo apurou o JE, sobre os critérios de acesso de candidatos a membros da Ordem dos Economistas de Angola, estes deverão possuir, em primeira instância, a licenciatura, mestrado ou doutoramento em Economia ou num dos
ramos de gestão.
No futuro, com a criação de um regulamento de estágios, obviamente que os critérios serão mais apertados. Neste momento estão a admitir que no futuro os economistas juniores deverão, a exemplo do que acontece nas outras Ordens aqui no país e no estrangeiro, passar por um estágio que os capacite a fim de eles, depois de um certo período, na condição de membros estagiários, passem a membros efectivos depois avaliados e recomendados por uma equipa de dois ou três economistas séniores que acompanharão os jovens economistas e gestores.