Os empresários nacionais estão na expectativa do encontro de auscultação de contribuições sobre o Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição de Importações (PRODESI), a ser realizado na próxima segunda-feira, 29, na Baía Azul, em Benguela, promovido pelo Ministério das Pescas e do Mar em coordenação com o Ministério da Economia e do Planeamento.
A ministra das Pescas e do Mar, Vitória de Barros Neto, vai presidir ao encontro encabeçando uma comitiva composta pelos Secretários de Estado da Economia, Sérgio dos Santos e das Pescas, Carlos de Martinó Cordeiro.
Estarão presentes igualmente na reunião, os presidentes das Associações de Pesca e do Sal, assim como empresários das províncias de Benguela, Cuanza Sul, Namibe, Luanda, Uíge e Bengo, além dos directores nacionais do Ministério das Pescas e do Mar.
Consta do programa, a apresentação das medidas e acções às fileiras do sector das Pescas e do Mar por parte do Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística do Ministério das Pescas e do Mar, bem como debates e contribuições dos empresários. Esta reunião é a primeira iniciativa de muitas que irão acontecer em todo o país, conforme anunciou recentemente o ministro da Economia e do Planeamento, Pedro Luís da Fonseca, no final da reunião do Conselho de Ministros, a fim de recolher contributos do sector empresarial privado nacional sobre o Prodesi, uma forma de tornar o ambiente de negócio mais atractivo em Angola.
Contactado telefonicamente, o presidente da Associação de Empresas de Comércio e Distribuição Moderna de Angola (ECODIMA), o empresário Raúl Mateus disse que o encontro vai ser uma mais-valia, à semelhança do que ocorreu com o do Presidente da República, já que se trata de recolher contribuições para o Prodesi.
O empresário, proprietário da rede Pomar Belo, entende que devem ser adoptadas medidas para salvaguardar os interesses da classe empresarial, sobretudo a problemática do acesso às divisas. Sugere uma intervenção mais directa do Governo angolano para se evitar a desvalorização da moeda, uma vez que o consumidor perdeu o poder de compra devido à inflação.
Por isso defende o fomento do investimento privado em Angola. Para isso, em sua opinião, deve-se traçar políticas mais atractivas aos investimentos privados que contribuam para tal desiderato.
O empresário salienta que o custo elevado de algumas certificações para actividade comercial também têm contribuído bastante para o agravamento de produtos ao consumidor final.
Raúl Mateus afirma ser importante que os empresários contribuam, igualmente, para um melhor ambiente de negócio em Angola.