O Plano Estratégico de Desenvolvimento para o município de Chicomba, província da Huíla, em 2018, reserva a construção e conclusão de várias infra-estruturas socioeconómicas, que poderão contribuir para a melhoria da qualidade de vida das populações na região.
Em entrevista ao JE, o administrador municipal em exercício de Chicomba, João Kambange, destacou que no quadro do Programa Integrado de Combate à Pobreza (PIDRCFP), está em curso a construção e apetrechamento do centro de formação profissional feminino, construção de dois tanques banheiros e mangas de vacinação.
Além destes projectos, revelou, a administração municipal de Chicomba construiu o sistema de captação e distribuição de água na comuna do Quê, que aguarda pela sua inauguração, além do sistema de iluminação pública, na comuna do Libongue, bem como três pontes sobre os rios Kúwe, Gúnio e Tchingolonga.

Constrangimentos
Apesar de todos os municípios do país apresentarem quase os mesmos problemas, João Kambange, salientou que no Chicomba, o principal constrangimento prende-se com o elevado estado de degradação em que se encontram as vias de comunicação.
O responsável disse que a nível do município existe ainda um conjunto de projectos que estão paralisados, por dificuldades financeiras.
Destacam-se as obras das  casas sociais, a nível da comuna do Libongue, bem como o mercado municipal na sede e a micro-turbina, inseridos no Programa de Investimentos Públicos (PIP).
Neste particular, o troço inter-municipal, com cerca de 150 quilómetros da estrada nacional nº 110, que liga Chicomba/Quipungo
e Chicomba/Caconda.
Referiu ainda as vias secundárias que dão acesso à outras comunas e povoações do município que deixaram de ser reparadas antes de 1975, tendo ainda lamentado a ravina que pretende “cortar” a livre circulação de pessoas e bens, da sede municipal com o município de Caconda, assim como também da missão Católica local, com as comunas de Cutenda, Libongue e outras povoações pertencentes à estas comunas.
Disse que os constrangimentos têm consequências que se reflectem nas dificuldades no escoamento da produção colhida a nível do município para outros mercados.
João Kambange convida os empresários nacionais e não só, a investirem no município “sem olhar por enquanto pelas dificuldades das vias, porque somos optimistas que estas serão reabilitadas num futuro próximo”.