Grande parte dos projectos do Governo Central não foi concretizado nos últimos seis meses (de Outubro a Março de 2018), apesar de ter sido criado o Plano Intercalar, tendo os ministros se confinado unicamente em promover acções de reestruturação sectorial, de visitas de constatação em projectos em andamento, capacitação de quadros e elaboração de normativos legislativos, que, alguns já foram submetidos ao parlamento.
No entanto, poucas tarefas do Plano Intercalar do Governo foram concretizadas. O Ministério das Finanças teve maior peso nas medidas e acções desenhadas, com 39 tarefas, sendo 27 sob sua alçada directa e 12 repartidas com outros departamentos, maioritariamente pelo Banco Nacional de Angola (BNA), que, no seu conjunto, teve oito e 4 co-participadas indirectamente.
Dos 155 programas, 16 foram executadas directamente pelos ministérios. O plano tinha como propósito alterar as expectativas dos agentes económicos, dar credibilidade e confiança ao novo Executivo e, consequentemente, se alcançar a estabilidade macroeconómica, além de instalar um clima propício ao crescimento económico e à geração de emprego, bem como mitigar os problemas sociais mais prementes que o país vive.

Medidas e acções
O Governo seleccionou algumas medidas e acções para o período curto, determinadas pelas constatações de uma reflexão sobre a situação económica e social actual e as outras vão ser transferidas para o Plano Nacional de Desenvolvimento -PND 2018-2022.
Serão 115 programas a materializar até ao fim do ano, sendo a destacar os de maior incidência económica, o programa nova rede comercial, os de construção de perímetros irrigados e recuperação de infra-estruturas geológicas, assim como a ampliação das redes de distribuição de energia eléctrica.
O programa de desenvolvimento da actividade comercial e das suas infra-estruturas básicas, de electrificação, Angola Investe, programa de apoio à actividade económica da mulher rural e das comunidades rurais, também tiveram entre as acções realizadas.

Fomento da produção
Os programas como de fomento à actividade produtiva agrícola, de apoio à pesca artesanal, reabilitação e construção de infra-estruturas de transporte rodoviário, diversificação da produção nacional preencherão o leque de realizações para 2018.
Além desses, existem tantos outros como o programa de reabilitação e expansão dos sistemas urbanos de água e saneamento, de infra-estrturas de telecomunicações, de modernização das finanças públicas, de habitação social e de “Água para Todos”.
Para o sector dos transportes , vão ser reabilitadas e construídas infra-estrturas portuárias e ferroviárias e transporte aéreo.
O Governo vai concretizar também o desenvolvimento da aquicultura, de sustentabilidade da produção petrolífera e desenvolver e fomentar a indústria transformadora e investir em infra-estruturas integradas, assim como melhorar o nível técnico da mão-de-obra ligada à construção civil, além de cadastrar e recadastar o património habitacional do Estado.
A nível do sector da Economia e Planeamento, as pequenas e médias empresas terão acesso ao crédito através de um programa de facilitação e as grandes por via de clusters, assim como poderá ser consolidado o Sistema Nacional de Planeamento.
Para os programas da área económica serão aplicados 150.707 mil milhões de kwanzas (693.118 milhões de dólares).

Transportes
O ministério está a efectuar encontros frequentes com as empresas ligadas ao ramo e definir políticas de rentabilização.
Em parceria com as operadoras, o ministério pretende atingir vários pontos de Luanda para facilitar a circulação de pessoas e bens. Acções paliativas para garantir a qualidade de trabalho consta de algumas metas que norteam os encontros de trabalho.
No seu primeiro mês de mandato, a 28 de Outubro de 2018, o Presidente da República, João Lourenço, avaliou o grau de execução das obras de construção do novo Aeroporto Internacional de Luanda, localizado na comuna do Bom Jesus, no município de Icolo e Bengo, província de Luanda.
Em Outubro na cidade do Lubango (Huíla), entregaram-se as obras das infra-estruturas do Caminho-de-Ferro de Moçâmedes, em acto presidido pelo ministro dos Transportes, Augusto Tomás.
Neste sector importante da economia nacional, outras actividades incidiram em visitas de constação aos diversos projectos em curso em Luanda, Cabinda e Cuando Cubango, realização de seminários, audiências, viagem de serviço ao Canadá e Congo.
No quadro das acções realizadas de Outubro a Março deste ano, sem a inclusão das nomeações e tomada de posse dos 14 Conselhos de Administração das empresas dos Transportes, destaca-se, com maior vulto, a reinauguração em Março, do primeiro comboio de minério do Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB), no município do Luau (Moxico) e retoma da transportação do minério da RDC pelo CFB, em parceria com a Sociedade Nacional dos Caminhos-de-Ferro do Congo e sua exportação através do Porto do Lobito. Esse torna-se o mais importante por ter impacto directo às populações.
A nível de estratégia realizou-se nos dias 22 e 23 de Março, no Lobito, província de Benguela, o IX Conselho Consultivo Alargado (CCA), subordinado ao lema: “Mobilidade, desenvolvimento e bem - estar”. Além disso, concretizou-se a 26 do mês passado, o 1º workshop sobre a actualização do Plano Director Nacional do Sector dos Transportes em Angola, que também inclui a componente referente ao Estudo Preliminar de Viabilidade da ligação ferroviária entre o Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB) e a Zâmbia.

Construção e Obras Públicas
Com a notoriedade que lhe é reconhecida, o ministério da Construção e Obras Públicas ficou na fila de frente com visitas de constatação do pelouro em todas as obras em execução no país, com realce para as estradas, pontes nos recônditos cantos do país.
A jornada teve início com a visita nas obras de requalificação do Sambizanga e estabilização das encostas da Boa Vista e Sambizanga, infra-estruturas rodoviárias da zona da Boa Vista, passagem inferior na UGP, construção da estrada do Camama e o respectivo viaduto.
Incluindo na mesma rota a verificação técnica da reabilitação da via expressa Cabolombo-Cacuaco, obras dos nós do Zango, reabilitação do troço Viana-Novo Aeroporto, projecto de requalificação do Cazenga, construção dos equipamentos sociais e reabilitação da Av. Hoji-ya-Henda.
Promoveu fóruns onde anunciou a descentralização dos serviços de conservação, construção e manutenção das estradas secundárias e terciárias. Dados disponíveis apontam que o Ministério vai manter o rigor da uniformização de critérios de construção e sinalização das estradas para que estas não sejam parte das causas de acidentes de diversa natureza.
Igualmente vai-se potenciar o Laboratório de Engenharia de Angola (LEA) para se criar capacidades técnicas imediatas para a certificação das obras públicas.

Ministério das Pescas e do Mar
Similar ao sector anterior este departamento ministerial promoveu neste período encontros de troca de experiência como a segunda reunião da Comissão da Convenção da Corrente de Benguela (BCC), que teve como objectivo analisar as questões estratégicas da convenção e aprovar o orçamento do secretariado para
o ano fiscal 2018-2019.

Ministério da Indústria
Para impulsionar a produção nacional, o Ministério da Indústria está a trabalhar com os industriais para obtenção de divisas para importação das matérias-primas, tendo assinado um acordo com a agricultura.
Inaugurou-se, no Bengo, uma unidade fabril denominada “Serra & Coelho Lda”, resultante de um investimento global de 6 milhões de dólares (1,3 mil milhões de kwanzas) dos quais três milhões financiados pelo Banco Angolano de Investimentos (BAI), através
do projecto Angola Investe.

Ministério do Comércio
Tal como os demais, o ministério do Comércio realizou vários eventos com tónica dominante às jornadas de sensibilização aos comerciais para evitara especulação, além de visitas (interior e exterior), audiências e seminários.

Agricultura
Foram promovidas acções que têm a ver com a área florestal, seminários e visitas em fazendas. Consta que o Estado angolano vai gastar 310 milhões de euros (82,9 mil milhões) em infra-estruturas agro-pecuárias, incluindo uma fazenda de sementes.
A aposta na produção da proteína animal, o relançamento da produção do algodão na Baixa de Cassanje e a promoção de culturas para a obtenção de receitas, constituem algumas das prioridades do Ministério da Agricultura para o presente ano.
O ministro da Agricultura e Florestas, Marcos Nhunga, sublinhou que está a ser criado um esquema para relançar a produção de algodão a nível da Baixa de Cassanje.
O Dia Mundial das Florestas e da Árvore, comenorado com pombas e ter reduzido o corte e comércio ilegal de madeira, abetura da campanha agrícola fez eco .
A plantação de árvores em vários polígonos florestais do território nacional e ciclos de palestras sobre a exploração e o uso sustentável dos recursos florestais constaram entre as acções realizadas.