O Presidente angolano, João Lourenço, aproveitou, na última quarta-feira, em Moscovo, a sua intervenção na DUMA, parlamento russo para lembrar que os amigos em momentos de crise andam juntos e privilegiam o diálogo.
Com o foco, eminentemente, económico, o que passa pela atracção de maiores investimentos para a economia angolana, João Lourenço, recebido também na Rússia por clima que varia dos 5 e 8 graus celsius aos dois negativos, assegurou que, em Angola, criam-se as melhores condições para os investidores, a fim de os negócios decorrerem num ambiente de estabilidade e vantagens recíprocas.
“É nestes momentos de crise que mais se reconhecem os verdadeiros amigos e aliados e é com eles que devemos privilegiar o diálogo e a cooperação na hora de resolver os problemas que se nos apresentam”, disse.
João Lourenço, que avistou-se ontem com o seu homólogo Vladimir Putin, advogou, face ao momento actual, ser urgente melhorar as condições para se garantir a recuperação económica e o desenvolvimento sustentável de Angola, com a ceteza de que “esse apoio e solidariedade terão oportunidade de se expressar em novas formas, designadamente através de maiores e mais duradouros investimentos”.
Disse ainda que as relações político-diplomáticas, técnico-científicas e de cooperação económica mutuamente vantajosas existentes entre ambos, são um exemplo do novo espírito que deve presidir ao relacionamento entre Estados soberanos.

Poucas empresas russas
O Presidente angolano manifestou, na ocasião, que, apesar das relações a nível político e diplomático serem excelentes e privilegiadas, no que concerne ao investimento privado, Angola lamenta que ainda poucas empresas russas estejam a operar no mercado nacional, e que as que operam estejam limitadas apenas à exploração e produção de diamantes, ao sistema financeiro e à construção de barragens hidroeléctricas.
“Angola tem todo o interesse em alterar este quadro, através do estabelecimento de parcerias público-privadas ou da criação de empresas mistas angolano-russas, com realce para os de domínios da indústria transformadora, da agro-indústria, pescas, energia, turismo, geologia e minas, entre outros sectores tidos como prioritários”, afirmou.