ISAQUE LOURENÇO

A actividade da banca angolana, no pretérito ano de 2009, ficou marcada pela positiva, com premiações e distinções outorgadas por instituições internacionais que reconhecem, por esta via, o contributo do sistema financeiro nacional às finanças mundiais, no ano em que a crise foi o principal entrave de todos os projectos de desenvolvimento.

Num universo de 19 operadores, quatro instituições bancárias angolanas mereceram, em momentos distintos, o reconhecimento pela qualidade do serviço prestado, as inovações introduzidas no sistema, o crescimento sustentado e a consistência dos fundos próprios, assim como a definição de políticas capazes de apoiar o desenvolvimento sustentável, um desafio actual das sociedades.

De resto, esta avaliação conforma o que atesta o mais recente estudo da consultora KPMG, no qual adianta que Angola já é o terceiro maior centro da banca ao sul do Sahara, ficando apenas atrás da África do Sul e Nigéria.

BESA

O Banco Espírito Santo Angola (BESA) recebeu o prémio de Banco do Planeta Terra. A distinção foi do Comité Internacional do Planeta Terra, órgão da UNESCO, criado para a discussão, planificação, prevenção e promoção de acções em favor do meio ambiente.

A distinção, justificada pelo seu papel activo na promoção do desenvolvimento sustentável, sobretudo no apoio de diversas iniciativas relacionadas com a sua dinamização económica, valorização cultural, bem como o apoio à educação sobre o meio ambiente, logrou, deste modo, reconhecer os esforços do banco na sua política de responsabilidade social e de ajuda aos programas institucionais ao nível nacional e internacional.

Além da distinção como Banco do Planeta, o BESA foi homenageado com a atribuição Best Bank in Angola – 2009 pela revista World Finance, Best Foreign Exchange Bank in Angola 2009 e Best Bank in Angola – 2009, pela revista Global Finance.

A revista EMEA Finance atribuiu igualmente ao BESA os prémios Best Capital Markets Bank e Best Sustainability Bank in Angola 2009.

BAI

Já o Banco Africano de Investimento (BAI) foi, pelo segundo ano consecutivo, distinguido pela revista “The Banker”, do grupo Financial Times, como o banco do ano 2009 em Angola.

O crescimento sustentado do banco, medido por dimensão dos activos, consistência dos fundos próprios e rentabilidade dos seus capitais, num ano em que se adivinhava o impacto da crise financeira na economia angolana, foi destacado pela revista, entre as razões da atribuição da distinção.

De acordo com os números avançados pela sua administração, até ao primeiro semestre do referido ano, o BAI registava um crescimento da sua carteira de créditos aos clientes na ordem dos 110%, passando de USD 835 milhões para 1,7 mil milhões, enquanto que a carteira de depósitos crescera 77%, com uma subida de USD 2,8 mil milhões para USD 5 mil milhões, ao mesmo tempo que o seu resultado líquido registou o aumento de USD 78 mil milhões para USD 166 mil milhões, correspondendo a um crescimento de 115%.

BFA

O Banco de Fomento Angola, por sua vez, foi distinguido com o Prémio Melhor Banco em Angola, pela revista EMEA Finance.

Direccionada à comunidade financeira da Europa, Médio-Oriente e África, a revista EMEA analisa e classifica o desempenho dos principais bancos de cada país. Devido ao acelerado ritmo de crescimento do sector bancário em África, a revista analisou a estrutura e desempenho de diversos bancos de 25 países.

A distinção teve como requisitos a quota de mercado, o crescimento da área comercial, a diversidade de produtos, os resultados e a estratégia corporativa.

A categoria de Melhor Banco é a mais importante do conjunto que compõe o Prémio, sendo que num mesmo país podem ser distinguidas mais de uma instituição em categorias diferentes. De realçar a dinâmica do BFA no processo de bancarização de Angola, pois o banco, neste momento, conta com uma rede de distribuição de mais de 120 balcões e está presente em todas as províncias angolanas.

Fruto da sua confiança na economia angolana e no potencial de desenvolvimento do país, o BFA mantém a linha de crescimento acelerada da sua rede de agências, o aprofundamento da segmentação e o reforço e modernização da sua oferta de produtos e serviços financeiros.

O BFA fora já distinguido, pela sétima vez consecutiva, pelo Deustche Bank Trust Company Americas, com o prémio de excelência (Straight Through Processing), que reconhece o elevado índice de processamento automático de operações com o estrangeiro efectuados pelo banco de direito angolano, em 2008.

Millennium

Outra instituição bancária de direito angolano distinguida internacionalmente foi o Banco Millenium Angola, com o prémio "Most Innovative Bank – O banco mais inovador", em Angola.

A distinção, da revista EMEA, reconhece a inovação, a originalidade e qualidade dos produtos e serviços lançados no mercado angolano em 2009, pelo Millennium.

Para a distinção, é considerado também o desempenho global do banco e factores estruturais como a quota de mercado, crescimento em classes de produto importantes, rendibilidade e estratégia.

O Millennium, no ano que terminou, perseguindo uma política agressiva de comunicação e de relacionamento com o seu público-alvo, introduziu uma série de produtos e políticas que lhe permitiram este reconhecimento internacional. Tal foi o caso das agências abertas no Rangel e Maianga, em Luanda, e a de Cabinda, onde os primeiros 500 clientes receberiam um bónus de USD 50. Numa outra e anterior campanha, o cliente na abertura de uma conta com depósitos a prazo recebia como oferta um telemóvel.

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