O empresariado nacional terá de adaptar-se às novas condições do mercantilismo, com a conclusão do processo de integração pois, brevemente, deverá olhar para o mercado interno, não apenas com cerca de 25 milhões de consumidores, mas como uma plataforma com mais de 300 milhões da SADC e mais de 1 bilhão de habitantes do continente.
Esta preocupação foi manifesta em Luanda pelo ministro do Comércio, Joffre Van-Dúnem Júnior, depois de ter participado da 8ª reunião dos ministros do sector, que decorreu nos dias 7 e 8 do corrente em Adis Abeba, Etiópia.
Joffre Van-Dúnem disse, que a Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA) constitui um factor determinante para o aumento das trocas comerciais intra-africanas, com vista ao crescimento do continente e a garantia de oportunidades para o sector privado.
“Temos de aumentar o comércio intra-africano, sem o qual não será possível o crescimento no continente, nem potenciar as cadeias de valor a todos os níveis”, disse o governante.
A reunião serviu igualmente para preparar o encontro dos Chefes de Estado que será realizado em Julho
próximo, em Niamey - Níger.
No entanto, Angola encontra-se em fase de preparação de procedimentos internos para a ratificação do Acordo da criação da ZCLCA, depois de ter assinado o documento, em Abril de 2018, em Kigali, numa Sessão Extraordinária da Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da União Africana.
A Zona de Comércio Livre é um espaço constituído por um grupo de países que concordaram eliminar as tarifas, quotas e preferências que recaem sobre a maior parte dos (ou todos os) bens importados e exportados entre os respectivos países.
O propósito desse mercado é estimular o comércio entre os países participantes por meio da especialização, da divisão do trabalho e da vantagem comparativa.
Das três modalidades da Zona de Comércio Livre, a SADC vai implementar na primeira etapa a União Aduaneira, que é a adopção de uma tarifa externa comum e a livre circulação das mercadorias oriundas dos países associados).
Integraram a delegação angolana o Embaixador na Etiópia e Representante Permanente junto da União Africana, Francisco da Cruz entre outros organismos.