O Estado angolano admitiu a participação de capitais privados na TAAG, devido à falta de capacidade financeira, declarou o presidente da Comissão Executiva da companhia, Rui Carreira.
Numa entrevista à Angop, o gestor explicou que “quando se fala na privatização da companhia, deve-se ter em conta que o Estado angolano já não tem a pujança que tinha nos anos anteriores.
Segundo Rui Carreira, o privado vem para alavancar a operação financeira e operacional da empresa e torná-la rentável.
“O pacto legal está aprovado. A implementação aguarda decisões de Estado. Quem vai colocar as acções à venda no mercado é o Governo angolano. Depois tudo será feito de forma articulada entre a gestão e os proprietários da empresa, que serão os accionistas” - informou.
O que aconteceu até agora, reportou, foi a preparação de todo o pacote institucional e legal, através dos decretos que autorizam e definem os parâmetros da privatização e a transformação da TAAG de empresa pública para sociedade comercial na modalidade de anónima.
De acordo com Rui Carreira, neste processo, o Estado é o sócio maioritário, com 51% das acções, sendo que os outros 49 por cento serão atribuídos a um fundo de trabalhadores do sector dos Transportes (10%) e o restante disponíveis para serem comercializadas no mercado.
“A TAAG tem a natureza jurídica de uma empresa de domínio público. É o híbrido entre empresa privada e pública. Numas situações recorre à Lei das empresas públicas, noutras à Lei das sociedades comerciais. É uma situação prevista na lei, não há zonas cinzentas”, aclarou.