Há mais opções para comprar mobiliário em Luanda. O supermercado Gude inaugurou, na quarta-feira, na zona do Zango 0, a sua segunda loja. Mas, mais do que isso, a oferta de mobílias de produção nacional é crescente, embora os responsáveis da iniciativa admitiram que ainda são incapazes de dar resposta a alta procura que se regista. De matriz chinesa, a Gude assume a estratégia de atender os segmentos baixo, médio e de alto padrão com mobílias modernas e com durabilidade. Também investiram na área de decoração de interiores, por ser um domínio em que os clientes muito dizem precisar de ajuda. Ao que apurou o JE, à margem da inauguração, na nova loja foram garantidos 180 empregos a jovens angolanos. O que os promotores do negócio dizem acompanhar com bastante atenção é a estratégia de fomento da produção interna, daí que, embora ainda exportem algum mobiliário, a preocupação imediata está em aumentar a capacidade das 15 fábricas de produção de diversos materiais que possuem. Por exemplo, um dos responsáveis da Gude disse que, neste momento, a oferta em termos de produção de sofás é de 500 unidades/mês. Reconhecendo ser a quantidade em causa incapaz de atender a procura, exportam as quantidades adicionais, mas já estão a direccionar a perspectiva de tornar auto-suficiente a produção interna destes produtos. E a satisfação está no facto de os clientes, em boa maioria, também logistas ou pequenos retalhistas, perceberem que a qualidade do mobiliário de cozinha, sala, quarto ou até mesmo os materiais de fisioculturismo dispoíveis nos supermercados Gude concorrem em preço e qualidade com as já existentes. No calor da inauguração, o público ávido em encontrar objectos e produtos em promoções acorreu para ver o que,. de facto, veio para oferecer de diferente mais um “player” no cada vez mais concorrido negócio de textêis-lar. Num piscar de olho às prateleiras e montras, os preços são de facto convidativos, e vão em breve provocar maior flexibilidade junto dos outros agentes.