O incentivo ao investimento na indústria salineira, que seja capaz de garantir a auto-suficiência deste produto para o consumo local e para a exportação, figura entre as recomendações do primeiro conselho consultivo do Ministério das Pescas e do Mar.
De acordo com o comunicado final, do evento que decorreu no município do Soyo, na província do Zaire, os participantes apelaram para que se trabalhe na identificação de novos espaços para a produção do sal, a nível das províncias costeiras.
Consideraram ser prudente desincentivar-se o garimpo do sal para o consumo humano em locais impróprios, situação que coloca em risco a saúde pública, prática corrente na zona litoral do município do Lobito, província de Benguela.
Os participantes apelam para que se trabalhe na identificação de novos espaços para a produção do sal, a nível das províncias costeiras, cuja produção passou de 45 mil toneladas por ano para cem mil.

Aposta
Entre outras recomendações, aconselharam também os empresários do ramo a apostarem seriamente na aquicultura continental, cultura de mariscos, no cultivo e na exploração sustentável de crustáceos, entre outras espécies de elevado valor comercial susceptível de gerar receitas, no quadro da diversificação da economia nacional.
Por último, o comunicado final refere que foi também reiterado pelos participantes ao primeiro conselho consultivo, o compromisso de reforçar os mecanismos de combate à pesca ilegal ao longo das águas territoriais, assim como orientada a análise dos termos de referência para a elaboração da estratégia nacional para o Mar, de modo a se ter uma visão holística sobre o assunto.
Os participantes concluíram, ainda, ser pertinente a elaboração de um Plano Director para a indústria de transformação do pescado.