Os empresários e produtores do ramo agrícola, da província do Huambo, receberam durante um workshop, informações sobre as regras de acesso ao Programa de Apoio Ao Crédito (PAC), numa iniciativa do Banco Angolano de Investimentos (BAI).
O encontro, serviu para esclarecer aos empresários, homens de negócio, os requisitos e regras para aderir à linha de crédito de 30 mil milhões de kwanzas, que estão a ser disponibilizados no programa de incentivo à produção nacional.
O administrador executivo do BAI, Simão Fonseca, explicou, a essência e os objectivos do programa, bem como esclareceu aos empresários, ligados ao ramo agro-pecuário, quais são as condições, regras, requisitos e os procedimentos para o pedido dos processos de financiamento do PAC, no sentido destes, não terem situações de insucessos no reembolso do crédito, como aconteceu no Angola Investe.
No âmbito do aviso BNA, o gestor avançou, que a taxa de juro estabelecida não pode ser superior a 7,5%, e o prazo de reembolso do crédito pode ir até 12 anos.
Segundo disse, o banco central, definiu um formulário de pré-candidatura para os empresários interessados e vários documentos que devem acompanhar o formulário e todas as candidaturas deverão respeitar as condições de acesso definidas nestes avisos.
Neste processo, assegurou Simão Fonseca, o BAI definiu o período de oito anos, como prazo de reembolso, sendo a comparticipação do BDA de 75% por cento, caso o cliente opte por
aderir as garantias públicas.
O técnico disse ainda que o financiamento é resultado dos memorandos de implementação do programa, rubricados entre o Ministério da Economia e Planeamento, o BDA, o Fundo de Garantia de Crédito e oito bancos comerciais de direito angolano, contando com uma verba de 141 mil milhões de kwanzas.
O projecto, criado em 2018, pelo Executivo, surge para materialização do programa de produção nacional, diversificação das exportações e substituição das importações, em que não estão estabelecidos limites de financiamento para cada proposta apresentada, dependendo apenas da especificidade de cada investimento, em que o empresário deve suportar 25 por cento do valor a ser investido, disse Simão Fonseca.

Cooperativas preparadas
O chefe de Gabinete Provincial para o Desenvolvimento Económico Integrado no Huambo, Angelino Elavoco disse que, até ao momento, desconhece o número de cooperativas e empresas que deram entrada dos processos para a concessão do crédito, mas avançou que são muitas que estão interessadas em aderirem ao Programa de Apoio ao Crédito (PAC), inserido nas acções no Prodesi.
“Os valores estão disponíveis, agora, cabe às empresas e cooperativas organizarem, elaborar e estruturar, devidamente, os processos, bem como os projectos de investimento, de modo a remeterem às instituições intervenientes para o financiamento”, enfatizou.
O presidente da Cooperativa Semente do Planalto, Francisco Venda, em declarações ao Jornal de Economia & Finanças, realçou que o projecto “é bem vindo e de perspectiva de que se os produtores e camponeses forem bem incentivados”, disse, acrescentando de que “esta política de acesso ao crédito vai contribuir para que o país reduza as importações dos produtos agro-alimentares”, sustentou.
“Se fomentarmos a produção interna, poderemos assim reduzir as importações e elevar os níveis de exportações, uma vez que a nossa economia tem uma forte dependência total do petróleo,” apontou.
No Huambo, sublinhou, é fundamental revitalizar as indústrias transformadoras para se alcançar “suficientemente” o propósito traçado no programa, pelo que a ser materializado alavancará a economia da província e esta volta a ganhar o estatuto de segundo maior parque industrial do país.
O projecto, criado em 2018, pelo Executivo surge para materialização do programa de produção nacional, diversificação das exportações e substituição das importações, em que não estão estabelecidos limites de financiamento para cada proposta apresentada, dependendo apenas da especificidade de cada investimento, em que o empresário deve suportar 25 por cento do valor a ser investido, disse.