O Ministro do Comércio, Joffre Van-Dúnem Júnior, constatou recentemente no Zaire, a existência de grandes quantidades de produtos da cesta básica comercializados no mercado do Luvo, uma zona fronteiriça entre as Repúblicas de Angola e do Congo Democrático.
A constatação foi feita durante a visita que o governante realizou naquele mercado, no quadro das jornadas de campo que o ministro realiza naquela província.
Açúcar, trigo, cebola e arroz, entre outros produtos nacionais e importados, abundam naquele mercado a céu aberto, que funciona alternadamente, uma semana sob responsabilidade da parte angolana e outra da parte congolesa, valendo o kwanza, dólar ou o franco congolês.
Durante a visita ao mercado, os comerciantes angolanos manifestaram grande preocupação pelas quantidades de produtos da cesta básica e não só, tanto nacionais como importados, que passam, em camiões, para o outro lado da fronteira, enquanto se reclama pela ausência dos mesmos bens em diversos pontos do país, provocando assim a subida dos preços dos mesmos.
Falando à imprensa, o ministro do comércio esclareceu que o mercado do Luvo é um dos mais fluídos ao longo da fronteira com a RDC e o Governo do Zaire já está a trabalhar para melhorar as condições, o que permitirá aumentar o controlo das transacções feitas. Afirmou também que o recomendável é que a produção nacional sirva em primeira instância aos cidadãos nacionais e que se exporte apenas o excedente, o que na prática não tem sido observado por alguns operadores económicos.
“Alguns comerciantes criam a ideia de que existe, ou poderá existir, alguma escassez de determinados produtos e depois dá-se uma especulação de preços, fundamentalmente agora que se aproxima a quadra festiva, independentemente de outros factores que podem contribuir para os preços praticados actualmente”, disse Joffre Van-Dúnem.
Segundo informações prestadas por técnicos da AGT, o que mais se regista naquele posto fronteiriço, a título de importação da RDC para Angola, são produtos de beleza, gengibre, óleo de palma, ginguba e mabelé.
O titular do departamento ministerial do comércio garantiu que, a inspecção do seu pelouro continuará a trabalhar para reprimir comportamentos que estejam a margem da legalidade e que perigam o normal funcionamento do sector, bem como ainda este ano criar condições para que o licenciamento das facturas sejam feitos naquele ponto fronteiriço.
No Zaire, a delegação trabalhou nos municípios do N’zeto, Tomboco, Mbanza Kongo e na zona fronteiriça do Luvo e Soyo.