O projecto mineiro do Luó, localizado no município do Lucapa, província da Lunda Norte, atravessa, nos últimos tempos, uma situação operacional e financeira bastante crítica.
A preocupação foi manifestada pela presidente do Conselho de Administração, Catarina Marques, ao ministro dos Recursos Naturais e Petróleo, Diamantino Cardoso, na sua deslocação à Lunda Norte, para constatar o funcionamento das principais empresas diamantíferas da região.
Catarina Marques apontou, como um dos principais factores, a baixa disponibilidade de mineração que se situa, actualmente, em cerca de quarenta por cento e a falta de recursos financeiros para aquisição imediata de novos equipamentos avaliados em 4,8 milhões de dólares.
A responsável ressaltou ainda o facto de a mina apresentar uma exposição bastante baixa de minérios economicamente viáveis para fazer face a actual estrutura de custos que rondam os 15 dólares por tonelada.
Por outro lado, a gestora disse que muitos desses problemas são também causados, em grande medida, pelos meios técnicos que estão a inviabilizar o desenvolvimento harmonioso da reserva de exploração de Camatchia.
Confirmou ainda que a única central de tratamento de minérios e a de energia eléctrica, que se encontra na mina, apresenta problemas funcionais, devido ao seu estado de envelhecimento.
Disse que a mina regista uma tendência de redução acentuada dos volumes de produção, actualmente avaliada em 5 mil quilates e receita média mensal líquida de cerca de 1,4 milhões de dólares.
Estes valores, segundo a gestora, são manifestamente inferiores às despesas, resultando num défice de tesouraria recorrente de 1.25 milhões de dólares. Catarina Marques lamentou o facto de a multinacional russa Alrosa ter abandonado o projecto em 2009 e a falência do antigo principal accionista da mina e o grupo Ascom.