A empresa angolana Uniovo ligada ao sector avícola prevê produzir até final deste ano 145 mil ovos por dia, contra os actuais 125 mil, segundo revelou ao JE o administrador da empresa, Ricardo Lopes.
O aviário com capacidade de produção para 150 mil galinhas emprega 35 trabalhadores, número que deverá ascender para 70 nos próximos meses, acrescentando que diariamente o aviário consome pelo menos 20 toneladas de ração.
“Com a nossa vasta experiência no sector pretendemos crescer de forma sustentada e ser um dos principais “players” na produção de ovos”, referiu.
Localizada no município do Libolo, província do Cuanza Sul, o projecto dispõe de um sistema automatizado e ligadas à uma rede o que permite reduzir o tempo de avarias através da pronta intervenção dos técnicos de manutenção em qualquer parte do mundo.
Sublinhou igualmente que o processo de comercialização é feito através de pontos de venda em Luanda, Uíge, Huíla e Malanje, onde por via destes consegue-se cobrir todo território nacional. O grupo tem um volume de negócios que ronda os 20 milhões de dólares.

Visão do mercado
Ricardo Lopes considera que hoje o mercado dos ovos assiste a entrada de vários players de grande e média dimensão o que tem garantido um aumento considerável da produção o que torna o país auto-suficiente. “Hoje já não se justifica importar ovos porque a produção nacional é suficiente para cobrir o mercado com a qualidade que se impõe e a um preço estável”, justificou o empresário.
Revelou mais adiante que o grupo pretende nos próximos tempos com um outro projecto agro-pecuário e uma fábrica de ração, uma vez que a nossa principal estratégia para contornar os efeitos da crise é aposta na produção nacional de modo a reduzir os custos e evitar importações.
Explicou que o processo de produção da Uniovo começa na pinta, que cresce alegremente em instalações adequadas, onde tudo é controlado para que a mesma tenha um crescimento saudável e equilibrado, até chegar à sua fase adulta onde irá iniciar a fase produtiva.
Assegurou que posteriormente são feitos controlos veterinários, zootécnicos, serológicos e microbiológicos com a periodicidade adequada seguindo-se a monitorização das galinhas 24h/dia.
Prosseguiu que no centro de classificação, os ovos são cuidadosamente inspeccionados, onde são retirados os que não cumpram os elevados padrões de qualidade. Disse que o grupo produz dispõe de um outro projecto de produção de carne na província da Huíla onde são abatidos gado suíno, bovino e caprino, para a produção de chouriços caseiros e outros.
A empresa ajuda com explorações agrícolas familiares através de criação de produtores integrados e garante a formação e apoio técnico a agricultores afim de melhorarem a produtividade e seus rendimentos além de fornecimento de insumos agrícolas nomeadamente, adubos, agro-químicos e sementes.
Com o aumento da produtividade o mercado nacional avícola poderá registar uma oferta considerável em termos de ovos e galinhas.