Uma carteira de projectos de investimento dos jovens empreendedores da província, avaliada em 160,1milhões de kwanzas, foi financiada até dia 15 de Outubro do corrente ano, pelo Banco de Comércio e Indústria (BCI) na Huíla.
O director do Instituto Nacional de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas (Inapem), Fernando Manuel, revelou que os projectos financiados são os primeiros desde o lançamento do Programa de Apoio aos Jovens (Projovem).
O dirigente informou de que forma foram apoiados projectos dos ramos de actividade da agropecuária, comércio e prestação de serviços, hotelaria e turismo e indústria e panificação dos municípios do Lubango, Chibia e Humpata.
O director do Inapem destacou que projectos ligados a actividade de avicultura, padaria e estabelecimentos comerciais de produtos diversos e hospedaria que já exerciam actividade e receberam reforço financeiro para melhorar os negócios no mercado.
Os empreendedores financiados estão a ser acompanhados pelo Inapem, pelo BCI e pela direcção provincial da Juventude e Desportos. Antes da concessão dos créditos, foram capacitados sobre gestão de negócios, técnicas de contabilidade, marketing e vendas.
“O financiamento decorre com normalidade pois o processo de adesão é livre e a atribuição dos créditos é transparente. A maioria dos projectos financiados já tinha bases em termos de execução e que nos últimos tempos enfrentavam dificuldades”, disse.

Viabilidade económica

O director do Inapem na Huíla sublinhou que os projectos apresentam uma forte viabilidade económica e social pela capacidade de criar e produzir bens e serviços procurados no mercado local e nacional.
Os negócios dos jovens empreendedores contemplados, que geraram 25 novos postos de trabalho, são considerados viáveis económicos pela capacidade para a produção de bens e serviços procurados no mercado local e nacional.
“São projectos viáveis porque antes de serem aprovados mereceram análise técnica dos consultores parceiros do Inapem e pelos membros do Comité de Créditos do banco financiador. As margens de inviabilidade são reduzidas”, assegurou.
Fernando Manuel informou que a direcção do Inapem continua a receber projectos de empresas para a certificação e classificação das empresas pelos Inapem em função de critérios de dimensão é um dos requisitos exigidos pelo banco financiador.
O director do Instituto Nacional de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas explicou que o programa de está na fase inicial daí a tímida adesão dos jovens, muitos dos quais sem capacidade para apresentar hipotecas e outros exigências dos banco financiador.
“Estamos a cumprir com a nossa responsabilidade no processo de concessão e certificação empresarial. A procura é muito grande pois mais de 100 pessoas remeteram processos com o intuito de concorrer ao projovem”, disse.

Análise de risco

Como o economista Fernando Manuel disse que o reduzido número de projecto financiado na Huíla tem a ver com a especificidade de cada, pois o processo da avaliação pelo banco envolve a análise de risco, de viabilidade económica e social e em alguns ambiental.
O director disse que identificou algumas dificuldades do seu potencial, concorrentes aos créditos. A instituição com o executivo constituiu uma rede de consultores locais que forma acessória aos empreendedores interessados de forma gratuita.
Os consultores desempenham um papel importante no auxílio dos investidores para a estrutura dos planos de negócios e no preenchimento dos requisitos exigidos pela comissão de avaliação e aprovação de crédito do banco. Os dez consultores vão ser pagos depois do financiamento dos projectos.
“A apresentação de informações técnicas e financeiras e ideias claras do que se pretende realizar é fundamental para que os projectos sejam avaliados e aprovados de acordo com a viabilidade económica”, argumentou.
As empresas certificadas pelo Inapem têm vários benefícios como a classificação o que determinada também o valor do financiamento a receber com juros bonificados e períodos de carências para certos projectos.
Disse que o enquandramento do Inapem confere também como as vantagens a redução ou isenção fiscal de acordo com a classificação, número de trabalhadores e o volume de facturação.
“Outra vantagem é que na eventualidade da empresa não conseguir honrar o compromisso por motivos de força maior, o Estado, como avalistas de alguns jovens, pode assumir determinadas responsabilidade do reembolso.