O Ministério da Comunicação Social pretende estabelecer parceria com as associações empresariais das províncias do Namibe, Cunene e Huíla, no sentido de encorajá-las a investir no mercado publicitário, visando engrandecer as despesas do sector na região sul do país.
A intenção foi manifestada na Huila, pelo secretário de Estado da Comunicação Social, Celso Malavoloneke, no quadro da sua visita aos órgãos do sector, onde recebeu informações sobre o seu funcionamento.
Segundo o responsável, o objectivo passa por assegurar receitas que são geradas por via da publicidade e também de patrocínios de programas temáticos.
Sublinhou que o empresariado, neste tempo de crise, precisa, igualmente, de fazer conhecer os seus produtos, suas marcas, os seus serviços e as suas ideias, porque o público consumidor que tem agora o poder de compra reduziu.
Considerou que este processo de intermediação, entre o público consumidor, produtores, empresários, provedores dos serviços e os geradores de ideias, é feito precisamente pelos órgãos de Comunicação Social.
Daí a proposta da parceria com a classe empresarial como uma forma de potenciar o mercado publicitário, para que se gere mais emprego aos jovens recém-formados nas universidades em Ciências de Comunicação nos vários órgãos de Comunicação Social e não só.
Tal, enfatizou, também visa facilitar que estes sectores possam cumprir cabalmente o seu papel de potenciadores da economia e do desenvolvimento económico e social da província.
Acrescentou que a reacção dos empresários nesta direcção é salutar e, a qualquer momento, as distintas direcções dos órgãos de Comunicação Social poderão sentir os efeitos da implementação desta parceria.
Relativamente a carteira profissional, esclareceu ser a agora da competência da ERCA, cujos membros já tomaram posse e o seu estatuto remuneratório já foi criado na semana finda e, doravante, é a essa organização a quem deverão ser dirigidas todas as preocupações ligadas ao assunto.
O secretário de Estado da Comunicação Social encontra-se, desde domingo, na Huíla, a convite da Associação Agro-pecuária, Comercial e Industrial da Huila, para o encerramento  da 26ª edição da expo-Huíla.
O responsável visitou as delegações da Angop, TPA, Edições Novembro e da RNA

Novo alvará comercial
entra em vigor na Huíla

O secretário de Estado do Comércio, Amadeu Alves Leitão Nunes, procedeu ao lançamento oficial da impressão local do novo Alvará Comercial na província da Huíla, 20 anos após a primeira solicitação da Associação Agro-pecuária, Comercial e Industrial Local (AAPCIL).
O novo sistema de licenciamento de alvará comercial, lançado na província no sábado, é mais moderno, de fácil compreensão e com medidas de segurança que evitam falsificações.
O processo permite a solicitação via presencial ou com recurso à internet.
Na ocasião, o secretário de Estado informou que pretende-se cobrir o país, com o novo alvará comercial, até Setembro próximo.
As províncias do Huambo, Uíge, Bengo e Cuanza Norte já beneficiam do mesmo, no quadro da descentralização desse serviço.
Realçou que os directores provinciais têm orientações e ideias bem precisas sobre como utilizar essa ferramenta.
A actividade aconteceu na Expo-Huíla 2018, onde foram emitidos, à partida, três alvarás comerciais, sendo dois a retalho e um de prestação de serviço.


Expo-Huíla reduz
volume de negócio


O valor do volume de negócios na 26ª edição da Expo-Huíla, encerrada domingo último, registou uma redução de três milhões de dólares norte-americanos em relação à edição de 2017
Em 2017, a exposição teve um volume de negócios na ordem de seis milhões, segundo o presidente da Associação Agro-Pecuária Comercial e Industrial da Huíla (AAPCIL), Paulo Gaspar.
Apesar desta redução, embora a projecção inicial fosse de 10 milhões de dólares, o responsável disse ser positivo o balanço da actividade desenvolvida nos últimos quatro dias.
Na feira, o sector bancário instalou serviços de atendimento ao público e vendas de serviços na Expo, o que permitiu um movimento de depósito e de
compra de produtos e serviços.
Referiu que alguns institutos públicos ou órgãos, como a Administração Geral Tributária (AGT), Segurança Social, direcção do Comércio Interno e Serviços de Migração e Estrageiro prestaram serviços durante a Expo-Huíla, com realce para a descentralização da emissão do Alvará Comercial,
agora emitido localmente.
O número de expositores reduziu menos 42 em relação à feira anterior, pelo que o presidente apelou à união da classe empresarial, pois só assim serão ouvidos e terão força para junto das instituições poderem discutir e defender melhor os seus interesses.