O processo de concurso público para se apurar o quarto operador de telefonia móvel para o mercado angolano fica concluído em Janeiro do próximo ano, segundo o secretário de Estado para as Tecnologias de Informação, Manuel Homem.
O governante, que falava esta semana, em Luanda, à margem da conferência de lançamento do “Angotic-2019” (Fórum de tecnologia de informação e da comunicação), garantiu que não houve qualquer constrangimento que resultou no atraso do anúncio.
“O procedimento correu dentro dos cronogramas estabelecidos da conformação das peças do concurso”, garantiu.
Segundo apurou o JE, estão em concurso 17 empresas nacionais e oito internacionais que concorrem para a obtenção do “Título Global Unificado” para a quarta operadora nacional de telefonia móvel.

Expectativas do Angotic
Num investimento calculado em 500 mil dólares, o Angotic vai se realizar de 18 a 20 de Junho de 2019.
O secretário de Estado para as Tecnologias de Informação, Manuel Homem, asseverou que a ideia do evento é de transformá-lo numa plataforma que permite a convergência não só de tecnologias, mas também um palco onde se podem identificar as necessidades das empresas, assim como as melhores práticas que giram em torno do mundo das Tic que podem servir sectores como a banca, agricultura, entre outros.
Reflectir em torno do potencial e desenvolvimento das Tic e para as novas soluções de negócio, mostrar as novas tecnologias desenvolvidas pelas empresas, e dar oportunidades às start-ups de interagir com potenciais investidores, constam dos objectivos do fórum.
Manuel Homem avançou que a previsão é acolher no certame mais de oito mil participantes, superando os quatro mil de 2018.
Nesta edição, o destaque recai para abordagens de temas ligados fundamentalmente à “economia digital”, “internet banking”, “e-commerce” e “empreendedorismo”, com aposta na captação de investimentos.
Referiu que a internet em Angola tem vindo a melhorar de forma progressiva nos últimos anos.
“Se repararmos a qualidade do serviço de internet em 2010 não é a mesma que temos hoje, estas melhorias resultam não só dos investimentos em curso, mas também da necessidade que o sector tem em prestar um serviço de qualidade aos cidadãos”, informou.
Entre os principais projectos para serem desenvolvidos o próximo ano, constam a melhoria das infra-estruturas tecnológicas, modernização de infra-estruturas de banda larga, assim como a sequência do processo de privatização da empresa “Angola Telecom”.

Revolução industrial
Na ocasião, o ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, José Carvalho da Rocha, revelou que o mundo está a viver a quarta revolução industrial que é a era digital, por isso, o Angotic vai permitir partilhar experiências com os olhos nas soluções que ajudam a resolver os problemas do dia-a-dia.
Disse ainda que o Executivo lançou-se num desafio que é o da diversificação da economia e as tecnologias de informação desempenham um papel crucial nesta empreitada.

“plataforma
Multiplica” vai
facilitar negócio
das firmas locais

A partir de Janeiro, os  empreendedores e proprietários de pequenas e grandes superfícies comerciais poderão contar com uma nova plataforma digital de promoção e gestão da base de informação sobre as suas organizações, serviços e bens em Angola, para melhorar o ambiente de negócios.
Trata-se da “Plataforma Multiplica”, que resulta de uma iniciativa de duas empresas, nomeadamente a Primaz Consult e a Select Midia, firmas angolanas do sector da comunicação,  marketing e soluções digitais, que surge como contributo para dinamizar a economia.
O projecto visa também a promoção do acesso à informação, em tempo real, sobre fornecedores de produtos e serviços, assim como melhoraria das vendas das empresas por via da publicidade digital acoplada na primeira página da plataforma.
Segundo o presidente do Conselho de Administração da Primaz Consult, Olívio Gambo, que falava em Luanda, na passada quarta-feira, no acto do lançamento do projecto, a ferramenta está directamente ligada à necessidade do mercado, em particular das empresas, em promover os seus serviços locais e externos.
“Com esta plataforma, os consumidores têm, a partir de agora, à sua disposição um instrumento que lhes permite identificar de forma fácil e célere as empresas, bens e serviços existentes no país, e as empresas locais podem contar com uma ferramenta que se propõe agregar valor aos seus produtos e serviços, através da publicidade digital”, disse.

Apoiar os consumidores
Com uma página web e aplicativo telefónico, a “Multiplica” vai apoiar os consumidores com informação generalizada, promover o contacto directo com organizações por via de mensagens e telefonemas, a ser disponibilizadas na plataforma durante 24 horas por dia gratuitamente.
A solução tecnológica vai oferecer um serviço de intermediação que vai permitir os consumidores solicitarem serviços diversos com apoio da Multiplica, através da base de dados, contendo empresas, profissionais independentes, criadores ou prestadores de serviços independentes.

António Eugénio