A taxa de comparticipação dos cidadãos na limpeza da cidade de Luanda gera uma receita mensal de 100 milhões de kwanzas. O valor é incapaz de fazer face aos encargos mensais calculados em sete mil milhões de kwanzas.
De acordo com dados do Governo da Província de Luanda (GPL), neste momento, a dívida junto das operadoras está estimada em 60 mil milhões de kwanzas e com um atraso de 10 meses. Como resultado, as operadoras suspenderam os serviços e actuam com serviços mínimos.
Nesta senda, o GPL pensa ensaiar, em breve, um novo modelo de recolha de lixo para fazer face à quantidade de resíduos que se verifica nos últimos tempos na capital, devido à falta de pagamento.
Esta intenção foi avançada, esta semana à Televisão Pública de Angola (TPA) pelo assessor do vice-governador de Luanda para Área Económica, Afonso Antas.
O responsável acrescentou que o novo sistema de recolha de resíduos sólidos prevê que o cidadão seja responsável pelo acondicionamento no seu espaço privativo.
Explicou ainda que serão retirados os contentores do espaço público a julgar que Luanda não tem condições para prestar serviço de recolha de lixo 24 horas ao dia.
“Cada cidadão vai ter o seu balde de lixo e para as grandes um contentor de modo a garantir a fiabilidade do sistema e a sua sustentabilidade”, disse.
Aclarou que a ideia do Governo é condicionar o serviço ao utente e transformá-lo num contribuinte fiscal, assim como um partícipe do novo sistema de recolha de lixo à luz de um regulamento que foi estabelecido que será posto à disposição de todos nos próximos tempos.
Por seu turno, o director do Ambiente e Gestão dos Resíduos sólidos de Luanda, Tchino de Sousa revelou que o Governo enfrenta algumas dificuldades financeiras e, fruto disso, ainda não se conseguiu efectuar o pagamento às operadoras de limpeza razão pela qual as operadoras alegam que estão com dificuldades operacionais.
Há fraca adesão dos cidadãos ao pagamento da taxa do lixo, que começou a ser cobrada em Janeiro de 2017. As taxas estão fixadas em kz 2.500 para a zona urbana e 1.500 para as áreas sub-urbanas.