A abertura de um Centro Logístico de Distribuição (Clod) no município da Catumbela, para atender a região Sul do país, e de lojas da rede “Poupa Lá” na cidade da Ganda, constam das prioridades da direcção provincial de Benguela do Comércio, Indústria e Recursos Minerais para este ano.
A informação foi avançada recentemente pelo director provincial do Comércio, Abel Makina Mussalo, explicando que estas acções visam a extensão da rede mercantil e a monitoria e divulgação da produção local, de modo a permitir o escoamento de produtos do campo para os centros urbanos.
Explicou que os dois projectos estão inseridos no quadro do Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2019/2022, com o fito de se reduzir as importações e estimular a produção nacional.
Precisou que o ministério do Comércio pretende criar estas infra-estruturas para facilitar o armazenamento e escoamento de produtos alimentares, essencialmente as trocas comerciais entre os camponeses e operadores privados.
Por outro lado, disse que em 2018 o sector licenciou dois mil e 555 estabelecimentos comerciais, tendo emitido 397 cartões para actividade comercial precária, o que permitiu arrecadar receitas para os cofres do Estado na ordem dos 23 milhões de kwanzas.
Informou que estão registados seis mil e 485 superfícies comerciais nesta circunscrição, destacando as de maior investimento localizadas nos municípios de Benguela, Lobito e Catumbela, cadeias essas que se consubstanciam em grossistas, retalhistas e prestação de serviços mercantis que logrou na criação de 4 mil 62 novos postos de trabalho.
Conforme disse, a actividade comercial na província tem permitido ultimamente a contratação de nova força de trabalho e o aumento de infra-estruturas comerciais, propiciando deste modo melhoria da renda familiar.
Abel Mussalo referiu que, de acordo com as últimas projecções, o sector do comércio prevê o maior aumento de contratação de pessoal em 2019, com a perspectiva de entrada em funcionamento de novos estabelecimentos comerciais.
Segundo o responsável, no quadro das reformas em curso para a desburocratização e desconcentração administrativa, o sector do comércio deu início em Novembro último a emissão do Alvará Comercial a nível local, num tempo recorde de cinco dias, após solicitação do requerente.
Acrescentou que, quanto a inspecção e fiscalização, em trabalho conjunto com o Serviço de Investigação Criminal (SIC) e administrações municipais, foram visitados no ano passado 18 estabelecimentos comerciais e registadas 11 infracções consubstanciadas na falta de cédulas, de folhas de cálculo de preços e a comercialização de produtos não consignados no alvará comercial.
Abel Makina Mussalo frisou que, no quesito controlo a nível dos mercados, depois de um levantamento, constatou-se a estabilidade nos preços de produtos alimentares da cesta básica, como fuba de milho, óleo e massa alimentar, arroz e açúcar, bens essenciais à população.