O ministro angolano dos Recursos Minerais e Petróleo (MIREMPET), Diamantino Azevedo, foi eleito vice-presidente, na última reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), encerrada sexta-feira, em Viena - Áustria.
A eleição de Diamantino Azevedo resulta das opções estratégicas de Angola em colocar quadros na liderança de organizações internacionais e, embora seja de periodicidade rotativa, a indicação para o “Bereau” da Opep responde a missão de Angola prestigiar as instituições das quais é membro, tal como a sua política externa.
Na Opep em concreto, Angola tem assumido posições bastante favoráveis aos programas da organização, e fruto dessas opções, em 2018, esteve cá no país o secretário-geral da Opep e eventos internacionais no domínio dos hidocarbonetos têm sido realizados com o alto-patrocínio de organizações similares.
Na reunião recente, a Opep decidiu fazer um incremento de 500 mil barris por dia (mbpd) aos cortes definidos em 2018 (um milhão e 200 mbpd), com vista a estabilidade do preço do “ouro negro” no mercado internacional.
Angola manteve firme na sua posição de aumentar a produção petrolífera, e segue com resultados positivos, tendo conseguido manter a sua quota de 1.481 mil bpd, embora, na prática o país esteja a produzir cerca de 1,3 milhões de barris/dia.
A recente reunião da Opep registou ainda outros ganhos, entre os quais a presença do Brasil e da Africa do Sul, que assumiram a posição de observadores.
O cartel é integrado por 14 países, sendo Argélia (que neste momento assumiu a presidência), o Gabão, Guiné Equatorial, Líbia, Nigéria, Venezuela, Equador, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Irão, Iraque, Kuwait, Qatar (deixa a organização em Janeiro) e Angola.