O director do Gabinete de Desenvolvimento Organizacional do Banco Nacional de Angola (BNA), Jorge Leão Peres, recomendou ontem as pessoas a optarem pela aplicação em títulos da dívida pública para a rentabilização dos seus recursos.

Em declarações ao Jornal de Angola quando fazia alguns esclarecimentos sobre questões cambiais, Leão Peres afirmou que, com a aplicação em títulos da dívida pública, sobretudo dos Títulos de Tesouro, se conjugam esforços para a consolidação da estabilização macroeconómica.

Com a aplicação em títulos, acrescentou, os investidores também ficam protegidos dos efeitos da inflação e da depreciação cambial. Jorge Leão Peres disse ainda que com os títulos se estaria a ajudar o Governo na alocação de recursos para a realização do seu objecto social.

Por sua vez, a directora do Departamento de Mercados de Activo (DMA) do BNA, Ana Paula Coelho, esclareceu que qualquer pessoa, quer individual, quer colectiva (empresa), pode adquirir títulos. Acrescentou que estes podem ser comprados em qualquer banco (preferencialmente onde a pessoa tem a sua conta bancária) ou no DMA do BNA, entre as oito e meia e 11 horas da manhã.

Os preços para a compra de títulos variam entre 10.000 kwanzas (para o Bilhete do Tesouro) e 100.000 kwanzas para as Obrigações do Tesouro. Cada título do Bilhete de Tesouro custa aproximadamente 1.000 kwanzas e pode ser comprado a partir de dez unidades, enquanto o título de Obrigação de Tesouro custa cerca de 100.000 kwanzas comprados a partir de uma unidade.

Transferências bancárias

Os clientes devem optar cada vez mais pela utilização de operações via transferência bancária em detrimento do levantamento de avultadas somas em dinheiro, defendeu ontem, em Luanda, o director do Gabinete de Desenvolvimento Organizacional do Banco Nacional de Angola (BNA).

Jorge Leão Peres, que falava em exclusivo ao Jornal de Angola, admitiu que a cultura angolana mostra que as pessoas ainda preferem ter o dinheiro nas mãos. Alertou, no entanto, que esta prática acarreta vários riscos, entre os quais os assaltos muito frequentes na sociedade.

Peres disse que um encarregado de educação pode optar pela transferência bancária quando pretende enviar mesada para o filho ou educando que se encontra no estrangeiro, ao invés de levantar avultadas somas em dinheiro.

Para tal, conforme esclareceu a directora do Departamento de Controlo Cambial do BNA, Lucinda Dias, basta que o encarregado de educação apresente ao banco comercial um justificativo da transferência bancária que comprove que o educando se encontra num determinado estabelecimento escolar do exterior do país.

Lucinda Dias alertou, no entanto, que as pessoas só estão autorizadas a transferir até 15.000 dólares por pessoa. Acrescentou que as transferências que essa pessoa fizer não podem exceder os 60.000 dólares no período de 12 meses.

A economista lembrou ainda que, nos termos do Instrutivo número 12/2003 de 28 de Agosto, os bancos e as casas de câmbio estão autorizadas a vender notas e moedas estrangeira e cheques de viagem até ao limite de 5.000 dólares, sem a necessidade de apresentação de prova de embarque.