Uma fábrica de sacos de plástico começou a ser construída ontem na Zona Económica Especial Luanda-Bengo (ZEELB), município de Viana, e deve entrar em funcionamento em Dezembro deste ano.

O projecto arrancou oficialmente ontem, 20, com a colocação da primeira pedra para a construção do empreendimento, iniciativa da empresa privada Mayaya Mafuta & Filhos, que vai empregar, numa primeira fase, 60 trabalhadores.
A construção da fábrica fica concluída em Outubro e, quando entrar em funcionamento, vai trabalhar abaixo de 35 por cento da sua capacidade instalada, que é de 65 toneladas de sacos plásticos por dia.
A capacidade instalada só vai ser alcançada depois da aquisição de equipamentos para a reciclagem de sacos plásticos e a produção de sacos biodegradáveis.
Na cerimónia de lançamento da primeira pedra, o presidente do conselho de administração da Sociedade de Desenvolvimento da Zona Económica Especial, António Henriques da Silva, manifestou a sua satisfação com a construção no local de mais um empreendimento, que vai inserir dezenas de jovens no mercado de trabalho.
“Essa fábrica aqui dentro da ZEE é uma mais-valia”, reconheceu o presidente da Sociedade de Desenvolvimento da Zona Económica Especial, acentuando que a fábrica de plásticos vai valorizar a produção nacional e poupar mais divisas.
As palavras de António Henriques da Silva foram aplaudidas pelos presentes, alguns dos quais, ouvidos pelo Jornal de Economia & Finanças, reconheceram que empreendimentos sérios vêm alavancar o sector económico do país.

Vantagens

O director administrativo de negócios da empresa Mayaya Mafuta & Filhos, Nkrumah Fuma, explicou que a decisão de construção da fábrica é baseada na quantidade de sacos que a empresa importa para o consumo nacional.
Nkrumah Fuma elogiou o Executivo pelo apoio à classe empresarial, razão pela qual a empresa decidiu investir na produção de sacos, uma ideia que ganhou consistência por ter havido abertura por parte da direcção da Zona Económica Especial e de outros parceiros.
A construção e posterior produção da fábrica resultam de um investimento inicial de cerca de 360 milhões de kwanzas, sendo 90 por cento do valor desembolsado pela empresa Mayaya Mafuta & Filhos e dez por cento por financiamento bancário.
A produção de sacos plásticos, reconheceu Nkrumah Fuma, é um negócio rentável, um argumento reforçado com o facto de as zungueiras e as quitandeiras terem sempre sacos para colocar os produtos adquiridos pelos clientes.