A Empresa Nacional de Seguros de Angola (Ensa) definiu novos planos de actuação no mercado para os próximos anos.

A iniciativa resultou de um “encontro de reflexão estratégica”, realizado pela seguradora, recentemente, em Luanda.O fórum serviu também para analisar os resultados alcançados face às linhas orientadoras definidas pela companhia em 2011.

O debate visou ainda perspectivar a evolução das suas actividades em todas as vertentes, que tem vindo a crescer desde 2006, resultando num aumento singnificativo dos resultados líquidos , segundo confirmou o presidente do Conselho de Administração da seguradora, Manuel Gonçalves.

Na sua intervenção, o gestor revelou que a empresa alcançou um volume de negócios acima dos 35 mil milhões de kwanzas durante o exercício de 2012, acrescentando que os resultados líquidos positivos cresceram em todos os anos, o que considera importante para a sua empresa.

Níveis de crescimento
Manuel Gonçalves realçou alguns aspectos de crescimento da Ensa relativamente aos postos de trabalho, remodelação das suas estruturas, assim como a metodologia de trabalho. “Tudo isso implicou um grande investimento com vista à modernização e, por esta razão, temos custos administrativos extremamente elevados, o que faz a empresa contar com os seus próprios recursos”, sublinhou.

Para Manuel Gonçalves, a Ensa tem feito grandes investimentos,  para permitir um crescimento mais acentuado, com reflexos na  modernização geral da empresa, a fim de enfrentar, com menos grau de dificuldades, a evolução do mercado e os dasafios deste. Referiu adiante que, ao contrário das demais empresas públicas, a Ensa é das poucas empresas públicas, que trabalha com total autonomia patrimonial e financeira , que não depende do Orçamento Geral do Estado (OGE), nem de qualquer outro “imput” externo.

Privatização da companhia
Manuel Gonçalves aproveitou o momento para esclarecer a suposta  privatização da empresa, afirmando que não passou de um mal entendido da parte de um jornalista que confundiu a Encel com a Ensa. Não se trata de uma privatização,  uma vez que o assunto já foi esclarecida por via do Ministério da Economia, instituição que anunciou as empresas públicas que passariam por este processo.

“Quando se falou em privatização de empresas públicas, referiu-se apenas em pequenos e médios estabelecimentos comerciais. A Ensa não podia estar dentro desse quadro, porque é uma empresa de grande dimensão”, explicou.

Volume de prémios
Além disso, a instituição pretende triplicar o volume de prémios que serão emitidos no país até 2017. Para o gestor, com essa perspectiva acrescida aos índices positivos de crescimento da economia nacional, poder-se-á ter a esperança de que o sector vai crescer significativamente. Actualmente, a Ensa ocupa uma quota de mercado situada entre os 30 e os 40 por cento. “Assim, tendo em conta tais análises, a empresa vai procurar internamente melhorar as condições operacionais, ser mais eficiente, para que tenha uma quota que a posicione como líder do mercado, independentemente dos níveis de competitividade que venha a ter uma carteira de seguros com prémios cada vez maiores”, defendeu.

Debates
No encontro, além de altos responsáveis da seguradora, estiveram também presentes colaboradores e gestores provinciais, que abordaram assuntos ligados à segmentação, comunicação e sinistros, as pessoas e o capital humano, os canais, a gestão de tecnologia e os sistemas de informação.

A empresa foi undada a 18 de Fevereiro de 1978, mas apenas iniciou a sua actividade a 15 de Abril do mesmo ano, com a denominação de Empresa Nacional de Seguros e Resseguros de Angola sob forma jurídica de U.E.E, hoje transformada em sociedade anónima. Desde então, a Ensa vem acompanhando o desenvolvimento económico e social de Angola, modernizando e multiplicando os seus serviços, expandindo, para o efeito, a sua rede para 30  agências distribuídas por todo o território angolano.