Os serviços postais continuam a ter uma importância fundamental nas sociedades, sendo por isso, extremamente úteis no envio de informação e mercadoria entre cidades, países e até mesmo continentes. São de facto, o canal de comunicação e de contacto entre pessoas, constituindo um elemento fulcral na promoção do desenvolvimento económico e social, facilitando as trocas comerciais.
Em Angola, o trabalho prestado pelos serviços postais ainda é pouco conhecido, por um lado a julgar pela fraca informação e por outro, pelo avanço das tecnologias de informação e comunicação . Os serviços postais começam a ganhar maior notoriedade com o processo de modernização das instalações dos Correios e Telégrafos de Angola e sobretudo, com a entrada em funcionamento dos serviços do correspondente bancário e do banco postal em Setembro de 2016.
Algumas delegações provinciais têm conseguido prestar serviços valiosos às comunidades, mais o grande “handcap” reside mesmo no facto de fluir pouca informação à população.
É o caso da cidade de Caxito, onde a chefe interina da Estação Postal dos Correios, Teresa João, disse, que alguns cidadãos não valorizam a importância dos serviços da instituição, face ao crescimento das tecnologias de informação (telefone e internet),o que tem provocado a fraca concorrência nos serviços postais.
A gestora que falava por ocasião do Dia Mundial dos Correios , assinalado no passado dia 9, referiu que uma das desvantagens da carta é a sua chegada tardia ao destinatário, o que desencoraja a utilização dos serviços postais pelos munícipes.
A Estação Postal de Caxito, de acordo com Teresa João, recebe, diariamente, 20 a 25 clientes, em busca de vários serviços oferecidos pelo organismo.
O mesmo já não acontece na Estação Postal do Cuando Cubango, onde a procura pelos serviços de correios em Menongue, cresceu consideravelmente nos últimos anos, com destaque para os cidadãos estrangeiros.
Segundo o responsável interino, Edson Cassule, nos últimos meses do ano em curso foram enviadas 74 cartas, das quais 53 internacionais, 50 pacotes-postais e algumas encomendas.
Faz saber ainda que, anteriormente registava-se pouca afluência dos clientes na estação, em função do surgimento das novas tecnologias de informação, uma situação que actualmente deixou de ser grande preocupação.
Já no Cuanza Norte foram recebidas durante o I semestre do ano em curso, cerca de 280 cartas postais, entre individuais e colectivas, pelas estações postais de Ndalatando e Dondo, mais 70 em relação ao período anterior, segundo o responsável da Estação de Correios e Telégrafos de Angola, Justino Cristóvão André.
O responsável fez saber que no referido período a instituição expediu apenas seis cartas, contra cinco do mesmo período do ano passado, o que revela o desinteresse dos cidadãos na utilização dos serviços postais.
Disse que nesse mesmo período a instituição recebeu 14 encomendas postais provenientes de Portugal, e não expediu nenhuma.
Os clientes recusam-se a pagar as taxas de ocupação das caixas postais porque não as utilizam e a norma é que ao cabo de dois anos de inactividade se aparecerem outros interessados pode ser-lhes retiradas mas, infelizmente, não há ninguém interessado na ocupação de apartados postais”, disse o responsável sem avançar o valor da dívida dos clientes.
Já a estação do Cunene registou, de Janeiro a Outubro deste ano, 95 correspondências diversas, contra mil e 409 em igual período de 2016, segundo, o chefe da instituição, Pio Abeniel Hekeingue. O responsável disse que as correspondências expedidas e recebidas tiveram destino para Cuba, Portugal, Brasil, China, Espanha, África do Sul e Namíbia.