Os serviços de Correio de Angola na província do Huambo arrecadaram, de Janeiro a Outubro do ano em curso, cerca de 12 milhões de kwanzas, resultante do pagamento dos serviços de recepção, envio e entrega de correspondência, encomendas, acesso à internet, entre outros. Em declarações ao JE, Jorge Gabriel Baião, director da instituição, afecta ao ministério das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, fez saber ainda que, de 2016 a 2019, a dívida dos utentes do serviço de caixas postais está avaliada em mais de 2 milhões de kwanzas, pelo que lamentou o comportamento assumido por muitos dos devedores. “Esperamos que, com a entrada em vigor do Código Postal, o sistema estará mais formalizado, haverá mais exigências”, vaticinou, lembrando, no entanto, que alguns usuários consideram o serviço de Caixa Postal inútil, mas, disse, publicitam, directa e indirectamente, os endereços em sacos, letreiros, cartões-de-visita, entre outros, mesmo estando em falta com o pagamento. Os Correios de Angola no Huambo, dentro da relação com os clientes, tem vindo a primar pelo diálogo, de modo haver um entendimento para a amortização dessa dívida, a fim de se manter e elevar “os níveis da nossa produção económica e gerar mais investimentos”, disse Jorge Gabriel Baião Um total de 12.512 Caixas Postais, sublinhou o director, estão disponíveis, sendo que 500 caixas funcionam com sistema de aluguer, meio que possibilita os utentes efectuarem compras diversas de mercadorias no estrangeiro, através da modernização dos serviços de internet. “Os usuários levam apenas uma semana para receberem as suas encomendas, desde a origem até ao destino”, clarificou. Os cidadãos, lamentou, desconhecem a essência dos serviços de correio, que remontam há séculos, mas acreditam que, apesar deste défice de desconhecimento das vantagens, há muitas pessoas, entre nacionais e estrangeiros, que têm optado o envio das suas mercadorias e cartas através dos Correios de Angola, que procura, explicou, a cada dia inovar os serviços, apostando nas novas tecnologias. A situação económica social, que o país está atravessar, afecta o normal desenvolvimento do serviço de correios na província do Huambo, realçando o facto de não conseguir conectar com os municípios do Ucuma, Bailundo e Caála, devido a falta de internet. A instituição tem enfrentado inúmeras dificuldades, como a falta de condições sociais para os funcionários e meios de transportes no exercício das actividades. Assegurou que, mesmo com estas situações precárias, “não estamos de braços cruzados”, pois procuramos superar estas carências com a criação de serviços que geraram receitas, como o ciclo de formação sobre novas tecnologias nos municípios em que estão representados. O serviço de Correios de Angola no Huambo, que tem um quadro efectivo de 36 funcionários, está representado em quatro municípios, mas conta com infra-estruturas nos onze municípios da província.