A companhia anglo-holandesa Royal Dutch Shell declarou, em consequência da insegurança , estado de "força maior" nos envios de petróleo a partir do terminal de Bonny, sul da Nigéria e que, por este motivo, não garante o fornecimento.

"A SPDC (Shell Petroleum Development Company) declarou estado de força maior nas entregas a partir do terminal de Bonny, efetivo a partir de 10 de fevereiro às 18H00", afirmou a porta-voz da Shell na Nigéria, Precious Okolobo.

"A decisão foi tomada por problemas logísticos devidos à insegurança na região", acrescentou, antes de afirmar que os fornecimentos de fevereiro e março podem ser afetados.

A cláusula de "força maior", frequente no sector petroleiro e já utilizada pela Shell na Nigéria, permite à companhia suspender as obrigações contratuais, como as entregas de petróleo e gás, quando ocorrem acontecimentos imprevistos, sem ser exposta a punições.

Nos últimos três anos a companhia anglo-holandesa tem sido alvo frequente de ataques no sul petrolífero da Nigéria.

A violência, as sabotagens e sequestros fizeram a Nigéria perder 25% da produção de petróleo desde janeiro de 2006.

A Nigéria exporta dois milhões de barris diários. Oficialmente, o país prevê uma produção de quatro milhões de barris diários em 2010, um objetivo que para os analistas é impossível.