O empresário, que detém 60 por cento do capital da sociedade constituída em 2005 com um parceiro chinês, disse à Angop, durante uma visita promovida pela Câmara de Comércio Angola-China (CAC) às empresas de angolanos e chineses, que reduziram o investimento - que em 2008 era de aproximadamente dois milhões e 400 mil dólares norte-americanos.
Referiu que o mercado angolano tinha pelo menos seis concorrentes que cessaram a actividade por força da dificuldade de divisas.
O gestor disse que, mesmo com a crise, a empresa nunca parou e têm procurado negociar com o fornecedor na China diversas formas de pagamento, já que não é possível quitar de uma só vez as mercadorias que necessitam, embora reduzissem os investimentos.
Informou que a empresa produz diariamente 110 motorizadas de modelos diversos, desde para transporte pessoal ao de bagagem.
Quanto aos preços, disse que vão de 260 a 400 mil kwanzas.
Explicou que antes da crise as despesas de transporte de pessoal custavam 120 mil, agora 260, e as de transporte de mercadorias custavam 260 mil, estando agora a 400 mil.
Por sua vez, Victor Alanan, director do departamento de construção da GuangDe International Group – uma empresa com investimentos diversificados nas áreas de produção de colchões, mobiliário, manilhas, chapas onduladas, caixas térmicas de esferovite e agro-pecuária, disse que reduziram a produção de chapas, contudo prosseguem em quantidades reduzidas
devido à redução da matéria.
Disse que estão no mercado angolano há sete anos e que fornecem produtos fabricados localmente a diversas empresas de comércio de mobiliário como a Moviflor, Kibabo e outras.
A respeito da situação por que passam os empresários, o director para a área jurídica da CAC, Domingos Francisco, disse que têm consciência e têm estado a trabalhar com o Banco Nacional de Angola (BNA) e com todos os parceiros que influenciam na solução deste tipo de matéria.
Referiu também que estão a realizar as visitas em companhia da Unidade Técnica para o Investimento Privado (UTIP) e a Agência para Promoção de Investimentos e Exportações (Apiex) e que por essa via acredita que poderão promover uma saída dessas dificuldades generalizadas.
“Nós câmara somos um centro de promoção de parcerias mas também de colaboração institucional do Estado e, por isso, usamos essa nossa força para junto das instituições públicas abrirmos portas e promovermos soluções destas questões”, acentuou o director.
A CAC está a realizar essas visitas com objectivo de motivar e animar os angolanos e chineses a usar a sua energia construtiva para acelerar uma agenda de diversificação da economia angolana, fazendo parcerias.
Durante dois dias a CAC visitou, em companhia da Utip, Apiex, Governo de Luanda, Ministério da Construção e Urbanismo e outros órgãos públicos perto de nove empreendimentos público-privados e privados.