A Sogester, operadora do Porto de Luanda, movimentou cerca de 450 mil contentores em 2012, representando uma produtividade na ordem de 25 por cento comparada com o período anterior. Para este ano, a meta é alcançar a média de 600 mil contentores.

A empresa gere o terminal número 2 de contentores e está formada por três cais de atracação de navios e abrange um total de 545 metros, um calado de 9,5 metros que pode receber três em simultâneo.

Segundo um documento a que o JE teve acesso, a empresa já investiu desde a sua fundação 140 milhões de dólares, cerca de 13 mil milhões de kwanzas na modernização do porto. O investimento incidiu na reparação do cais e colocação do tapete asfáltico, aquisição de novos equipamentos.

O terminal que é de segunda linha, no Porto de Luanda, ocupa uma área de actuação da Sogester e tem uma área de 40 hectares, onde são manuseados cerca de 30 mil toneladas por mês.

A continuidade na qualificação de quadros para aumentar a qualidade consta das prioridades da Sogester, calculados em 821 trabalhadores, sendo que recentemente cerca de 66 quadros da empresa participaram no programa de formação que teve o apoio de uma consultora britânica.

A participação no programa de responsabilidade social teve início no ano passado com realce para a reabilitação e melhoria de condições em algumas escolas.

A nova dinâmica que as empresas privadas introduziram nas suas operações está a permitir que o Porto de Luanda fique descongestionado. A nova medida está a orgulhar os importadores que vêem os seus contentores descarregados em pouco tempo.

A celeridade deve-se ao facto de nos últimos anos a administração do porto modernizou as infra-
-estruturas e os concessionários aperfeiçoaram os equipamentos, os sistemas de operações e logística e a qualificação dos recursos humanos.

Francisco Elias, que importa contentores com carga proveniente de Dubai e China, disse ao JE que a sua carga chega em tempo real para efectivar o negócio. Se no passado para descarregar um contentor levava muito tempo, hoje em 10 horas o cliente tem a sua carga.

No mesmo diapasão, está Marta Gonçalves que importa quantidades elevadas de mercadorias para serem vendidas no mercado local.