A vice-ministra do Comércio e Indústria, da África do Sul, Nomalungelo Gina, disse que Angola, a par da maioria dos países da África subsahariana, apresenta uma riqueza de oportunidades inexploradas para as empresas sul-africanas que buscam expandir as suas operações neste mercado.
“Enquanto Angola procura expandir seu processo de industrialização e diversificação da sua economia da elevada dependência histórica no petróleo, a intenção do ministério do Comércio e Indústria é posicionar a África do Sul como parceira preferencial de comércio e investimento em Angola, através de compromissos comerciais estruturados, sustentados e focados nos sectores alvo desta missão empresarial” disse Nomalungelo Gina.
A governante sul-africana menciona que as estatísticas de 2017 sobre a facilidade de realização de negócios, indicam que Angola é o número 175 de 190 países, o que reflecte uma melhoria positiva em relação a posição 182 em 2016.
“Angola é também um país estável, tanto política, como socialmente e o país estabeleceu instrumentos legais favoráveis para o investimento privado, particularmente aos investidores estrangeiros. A África do Sul e Angola partilham fortes relações bilaterais, tendo o comércio entre os dois países actualmente alcançados o valor 230 bilhões de randes em 2018”, acrescenta a governante.
Sustenta que, a estrutura da missão empresarial envolveu um seminário de negócios e investimentos, reuniões directas entre empresas e visitas a locais específicos dos sectores representados na delegação empresarial.
As empresas que participaram no fórum serão financiadas pelo Ministério do Comércio e Indústrias por meio do seu sistema táctico de Exportação e Assistência ao Investimento (EMIA), que visa facilitar um aumento no comércio de bens e serviços de valor agregado na África do Sul.
Além de promover as capacidades da África do Sul nesses sectores, os delegados participantes serão incentivados a não apenas buscar oportunidades comerciais, mas oportunidades sustentáveis de investimento em Angola, de acordo com os objectivos do acordo de Livre Comércio Continental Africano, que visa aumentar os fluxos do capital directo intra-africano.