A nova rota, que serve de teste à expansão da actividade da companhia aérea, juntar-se-á a de Lisboa e Porto e ficará dependente da compra de um novo Boeing 777-300 em Maio do próximo ano. Segundo o administrador da Taag, Adriano de Carvalho, que lembrou os investimentos em mil milhões de Kwanzas, referiu que o objectivo é conferir maior dinâmica da transportação de pessoas e bens nos voos nacionais e internacionais.

Adriano de Carvalho, que falava à margem da conferência sobre “Experiências da qualidade e cooperação nas organizações”, disse que dos investimentos chegará o primeiro avião 777 em Maio do próximo ano, ao passo que o segundo e terceiro chegam em 2015 e 2016, respectivamente. Segundo o administrador, a introdução dos novos aparelhos vai reforçar a imagem da empresa e ombrear com outras companhias a nível nacional e internacional.

Questionado sobre a presença da TAAG, na lista negra, o administrador esclareceu que a companhia está no anexo B, pelo que não está completamente fora da lista negra. O responsável disse ainda que o Conselho para certificação reúne três vezes por ano, sendo que há dois anos que se está por agendar a questão da Taag. “Não se sabe por que razões ainda não o fizeram até a data presente”, lamentou. Com efeito, a companhia só estará completamente fora da lista negra depois desta visita de peritos da indústria de aviação internacional. “Enquanto se aguarda pela visita, continuaremos no anexo B, da lista negra”, disse.

O administrador frisou que apesar deste impasse, os aviões da companhia de bandeira nacional podem sobrevoar o espaço aéreo europeu, sem restrições.Para assegurar a presença da empresa fora da lista negra, a Taag está a investir na capacitação técnica dos seus quadros para uma melhor resposta às exigências internacionais. Actualmente, a Taag conta com algumas certificações, com destaque para o certificado Iosa. A empresa prevê para Janeiro de 2014, a obtenção do certificado ISSO 90001 para aumentar o seu estatuto na arena internacional.

De acordo com o responsável, esta certificação vai abranger as áreas que vão desde os recursos humanos, comercial, financeira, tecnologias de informação e manutenção dos voos. O certificado vai permitir a empresa equiparar-se as boas práticas e padrões da indústria de aviação internacional e ter um produto de excelência no mercado.

Por seu turno, Teodora Lourenço silva, directora geral do Instituto Angolano de Normalização e Qualidade (Ianorq), disse que a instituição que dirige tem vindo a receber várias empresas privadas a solicitar certificação. Apesar da ausência de condições para um serviço de certificação mais efectivo, a responsável sublinhou que cresce o número de empresas que solicitam a certificação de qualidade dos produtos.