A Comissão Europeia anunciou nesta quarta-feira o levantamento condicional da proibição de realização de voos para a Europa da TAAG, e a partir do dia 1 de Agosto deste ano a companhia realizará o primeiro voo para Lisboa, Portugal, com o Boeing 777.

Segundo uma nota de imprensa do Ministério dos Transportes, a companhia está autorizada a realizar 10 frequências semanais, mais três do que as existentes, que estarão sujeitas à inspecção dos institutos nacionais de Aviação Civil de Angola e de Portugal.

Caso a TAAG demonstre total conformidade ao longo das inspecções, a reunião do comité de segurança da União Europeia, em Novembro, poderá confirmar a sua retirada da lista de companhias interditas de voar no espaço da União Europeia, podendo retomar voos para outros destinos europeus.

A decisão constitui “o reconhecimento público do esforço que a companhia tem vindo a desenvolver no sentido de assegurar os necessários padrões de segurança, qualidade e fiabilidade”, refere a nota oficial.

A decisão é também um “voto de confiança no processo de reorganização do INAVIC (Instituto Nacional de Aviação Civil), cuja actuação determinada ao longo dos últimos meses foram essenciais para assegurar a credibilidade de todo o sector de transporte aéreo de Angola”, sublinha o documento.

O documento refere que a nível do processo de recertificação, a TAAG foi a primeira companhia aérea angolana a cumprir com os novos e exigentes requisitos do INAVIC, obtendo o certificado de operador aéreo no dia 28 de Maio de 2009.

Relativamente ao processo de reentrada na IATA (Associação Internacional de Transportes Aéreos), a TAAG concluiu a rigorosa auditoria IOSA “com 100 porcento de conformidade em relação aos padrões internacionais”.

A nota refere ainda que, a Transportadora aérea angolana submeteu-se a um “safety assessment of foreign aicraft” (SAFA) – avaliação de segurança - por peritos da União Europeia (UE), que levou a recomendação unânime do Comité de Segurança Aérea da UE no sentido de levantamento da proibição de viajar para a Europa.

A recomendação, resultado da apresentação pela TAAG e pelo INAVIC das melhorias substanciais obtidas, foi aprovada pela Comissão Europeia, ratificando o seu regresso ao espaço aéreo europeu.