A taxa de cobertura (percentagem das importações pagas pelas exportações) de Angola atingiu 303,3 por cento no IV trimestre de 2017. Isso significa que o valor das exportações efectuadas cobrem cerca de 303,3 por cento das importações, sobrando ainda divisas consideradas
como excedentes.
Esta tendência para os dois fluxos vem se registando nos últimos anos.Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), esse valor é superior ao que se registou no mesmo período de 2016 que foi de 196,6 por cento.
Para 2019, o Executivo espera que as exportações de bens e serviços cresçam em volume, não em termos nominais, pois o contributo do comércio internacional é vital para o crescimento da economia nos próximos anos.
Assim, a balança comercial de Angola registou no IV trimestre de 2017, um saldo positivo na ordem de 1, 1 mil milhão de kwanzas como resultado do comportamento do preço do petróleo, principal produto de exportação de Angola.
No período em análise face ao homólogo, a balança registou um aumento do valor total das exportações em 34,6 por cento, ou seja, situou-se em 1,7 mil milhão de kwanzas. No mesmo período as importações registaram uma diminuição de 14,5 por cento, chegando a 568 milhões de kwanzas.
Verificou-se que os principais continentes das exportações, durante o período em análise foram, Ásia com 81 por cento, Europa com 8,1 por cento, África com 4,6 e América do Norte com 3,9 por cento.
Nas importações os principais continentes foram a Europa com 39,4 por cento, Ásia com 35,8, África com 13,2 América Central e do Sul com 6,1 por cento. Observa-se que os principais parceiros das exportações de Angola, durante o período em referência, foram nomeadamente a China (55,3), Índia (10,3), Taiwan (5) e África do Sul com 3,8 por cento.
Os principais parceiros das importações para Angola, neste período, foram Portugal com (18,3) China com (15,0), Bélgica com (6,3) e Togo com 6 por cento.
Verifica-se que durante o IV trimestre de 2017, os principais parceiros africanos na exportação foram a África do Sul com 83,7 por cento, RDC (5,1) Togo (3,5) e Camarões com 1,4.
Para as importações, no mesmo período, foram o Togo com 45,3 por cento, África do Sul com 37,8, Egipto
com 3,2 e Namíbia com 2,3.
Constatou-se que durante o período em análise, nas exportações, os principais grupos de produtos foram: Combustíveis com 94,1 por cento, outros produtos com 3,2, máquinas, equipamentos e aparelhos com 1,3, produtos agrícolas e metais comuns com 0,3 respectivamente.
Nas importações, os principais grupos de produtos foram: máquinas, equipamentos e aparelhos com 23 por cento, outros produtos com 15,8 ,combustíveis com 13,0 e produtos agrícolas com 10,9.