Os resultados do Inquérito de Indicadores Múltiplos e de Saúde realizado entre Outubro de 2015 e Março de 2016 pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que a taxa de desemprego em Angola na população entre 15-64 anos é de cerca de 20 por cento, atingindo o valor mais elevado entre os jovens com 15-24 anos com 38 por cento.
A população angolana com 15-64 anos representa 47 por cento do total do país, sendo 45 por cento do sexo masculino e 49 do sexo feminino.
O estudo indica ainda que, a taxa de actividade nesta faixa etária é estimada em 87 por cento e a taxa de emprego é estimada em 70 por cento, verificando-se uma supremacia entre os homens com 72 por cento, contra 68 entre as mulheres.
A agricultura predomina entre os ramos de actividades económicas com 34 por cento. Segue-se o comércio a grosso e a retalho com 20 por cento, seguida pelas actividades das famílias empregadoras de pessoal doméstico com 12. A administração pública, defesa e segurança social obrigatória com 9 por cento vem a seguir.
Apesar de se verificar um crescimento considerável do sector da indústria, o estudo assegura que, este representa somente 3 por cento.
A maioria dos desempregados, embora disponível, não procura emprego (67 por cento).

População activa

A população economicamente activa constitui a força de trabalho e representa 87 por cento no total da população de 15-64 anos, e é constituída, na sua maioria (60 por cento), por pessoas com 15-34 anos de idade.
Os dados mostram ainda que 19 por cento da população economicamente activa não tem nenhum nível de escolaridade e cerca de um terço (33 por cento) frequenta o ensino primário e quase a metade (47) frequenta o ensino secundário ou mais.

Taxa de escolaridade

A taxa de actividade da população é cerca de 87 por cento, sendo 88 para os homens e 87 para as mulheres. Este indicador, é ligeiramente superior na área rural (90 por cento) comparativamente com a área urbana (86).
O estudo mostra que a taxa de actividade entre as mulheres, sem nenhum nível de escolaridade, é ligeiramente superior à dos homens sem nenhum nível de escolaridade. A taxa de actividade das mulheres, com ensino primário e secundário ou mais, é inferior à dos homens com o mesmo nível de escolaridade.
A província do Cuanza Sul, apresenta a taxa de actividade mais elevada, com cerca de 95 por cento, seguida das províncias de Benguela e Cuanza Norte com 91 por cento, cada uma. As províncias do Cuando Cubango e Uíge apresentam as menores taxas de actividade com 77 e 76 por cento, respectivamente.

População empregada

A taxa de emprego da população com 15-64 anos é de 70 por cento, mais elevada entre os homens (72 por cento) do que nas mulheres (68). A área rural apresenta uma taxa de emprego mais elevada que a área urbana (81 contra 65 por cento).
O estudo mostra que a taxa de emprego é mais baixa entre as mulheres mais escolarizadas comparativamente aos homens. As mulheres com ensino secundário, ou mais, têm menos probabilidade de estar empregadas que os homens com o mesmo nível de escolaridade (57 contra 69 por cento).
As províncias do Cuanza Sul e Bié apresentam as taxas de emprego mais elevadas do país, enquanto as mais baixas registam-se nas províncias da Lunda Sul e Cabinda.

Taxa de emprego

A taxa de actividade é mais elevada que a taxa de emprego e as maiores diferenças entre as duas registam-se, essencialmente, entre os 15-19 anos de idade.
Os sectores de actividade económica que mais geraram empregos no período de referência, foram a agricultura (34 por cento), o comércio a grosso e retalho (20), as actividades das famílias empregadoras de pessoal doméstico (12) e administração pública, defesa e segurança social obrigatória (9). O sector da educação é o que menos emprego gerou com cerca de 2 por cento.
Pela importância que a o sector da indústria deveria ter, na diversificação económica e na criação de empregos, os dados do gráfico 12, mostram que este sector emprega, somente, 3 em cada 100 pessoas.
As mulheres trabalham predominantemente na agricultura (39 por cento), comércio (28 de mulheres) e nas actividades das famílias empregadoras de pessoal doméstico (17 mulheres). Por outro lado, os homens trabalham predominantemente, na administração pública, defesa e segurança social obrigatória (14 homens), na construção (10 contra 0,4 mulheres), transportes, armazenagem e comunicação (6 por cento homens), indústria (5 homens) e nas actividades administrativas e dos serviços de apoio (5 homens).
O sector de serviços detém a maior concentração de pessoas empregadas (57 por cento), seguido do sector agrícola (34) e o sector industrial (incluindo a construção e energia e águas) com apenas (8) das pessoas empregadas conforme os dados.
O sector agrícola emprega pessoas com baixo nível de escolaridade (41 por cento sem nenhum nível de escolaridade e 47 a frequentar o ensino primário).