De acordo com o director-geral, Samuel João Pequeno, com a aquisição de divisas através da intermediação dos Ministérios da Economia e da Indústria que permitiu a importação de matérias primas, como tampas, garrafas, pró-formas e produtos químicos, vai facilitar a empresa a atingir a quota de produção anual para melhorar o volume de vendas no mercado com produto de qualidade.
“Somos uma indústria com uma vasta gama de produtos como tampas, garrafas, pró-formas e água mineral. Com o apoio dos Ministérios da economia e da indústria na aquisição de divisão que permitiu a importação de matérias-primas vai ajudar bastante na elevação dos índices de produção. Este ano conseguimos mais matéria-prima, em relação a 2016, por isso, pensamos que vamos ter excelente produção para satisfazer os clientes”, disse.
Segundo Samuel João Pequeno, no ano passado, a empresa obteve uma baixa produção que rondou os 14 milhões de litros de água mineral, o que afectou as vendas em 40 por cento, devido a crise financeira que afecta o mercado nacional.
Samuel João Pequeno, disse ainda que os anos de 2013 e 2014 foram os mais produtivos, pois a fábrica atingiu elevados níveis de produção, mas, nos finais de 2015 e 2016, a produção diminuiu por escassez de matéria-prima.

Mais linhas de enchimento

De acordo com o engenheiro a firma vive um novo momento de produtividade com a aquisição de duas linhas de enchimento de água mineral para diversificar a produção.
O gestor disse ainda que, com a aquisição das novas linhas de enchimento, a empresa tem em perspectiva oferecer outros produtos como sumos e outras bebidas não alcoólicas com o objectivo de atender o mercado local, nacional e regional.
“A empresa vai diversificar a sua produção com a aquisição de duas linhas de enchimento de água mineral que estão contentorizadas, uma linha de sumos, de injecção e de sopro, no fundo temos mais uma fábrica três vezes maior que a actual.

Fraca exportação

O nosso interlocutor lamentou a fraca exportação da água mineral, principalmente, para os países vizinhos, como a República do Congo e a RDC, por causa da morosidade que se verifica na tramitação de documentação, o que está a dificultar
o escoamento do produto.
“Exportávamos a nossa água para os dois países vizinhos, mas, levantaram-se algumas situações burocráticas, o que provocou a fraca exportação. Já comunicamos às autoridades competentes locais para se ultrapassar esta situação e esperamos que seja ultrapassada, porque queremos exportar o nosso produto em grande escala para aquisição de divisas para o país”, disse.
Referiu que os serviços alfandegários têm criado algum entrave na exportação de produtos nacionais, devido a cobrança de elevadas taxas que atingem 100 por cento, o que dificulta competir com produtos de outros países.
“A taxa de 100 por cento que a alfândega cobra para exportar um produto, dificilmente se consegue competir com produtos de outros países, o que afecta o nível de exportação de produtos. A nível nacional, temos feito um esforço, em que temos mandado os nossos produtos em alguns pontos do país, principalmente, em Luanda, através dos nossos navios”, disse, acrescentando que não é fácil competir com o mercado de Luanda, porque as taxas portuárias e os custos de cabotagem são altos, por causa da descontinuidade geográfica de Cabinda com o resto do país.
“Os custos de transportação do nosso produto para Luanda chega a ser superior ao preço da mercadoria o que dificulta a comercializar na capital do país. Temos capacidade para competir com o mercado de Luanda, temos qualidade, mas com as burocracias e elevadas taxas de transportação dificulta a situação”, referiu.
Sublinhou que, ultrapassada a situação da burocracia e da diminuição dos custos portuários e de cabotagem, a empresa irá comercializar o seu produto nos mercados de Luanda, Soyo, Lubango e em outros pontos do país.

Jovens satisfeitos

A empresa possui 203 funcionários que trabalham nas áreas de produção, operadores de máquinas, laboratório, linhas de enchimento, dos quais, 201 são nacionais e dois expatriados.
Paulo José Inhagala, 34 anos, operador de máquinas há sete anos, disse que está empenhado em contribuir para que a empresa consiga alcançar níveis de produção elevados.
Já a assistente de produção, Ângela Macaia, 24 anos, referiu que está feliz com o trabalho que faz, apesar de muitas vezes ser difícil fazer o controlo de processamento de dados durante a fase de produção.
“Gosto do que faço, o trabalho não é fácil, mas, tenho sabido dar resposta à nossa produção. Com o rendimento que aufiro aqui na fábrica dá para ajudar a família”, disse.
A operadora de máquina, Deolinda Domingos, 35 anos, cinco anos de experiência de trabalho, disse que todos os funcionários da empresa têm trabalhado para o sucesso da qualidade da água mineral. Referiu que, apesar das dificuldades a produção tem sido excelente.