As mudanças climáticas e a complexidade dos fenómenos meteorológicos obrigam que o Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (Inamet) se muna de valências técnicas visando o apoio ao desenvolvimento sustentável do país, segundo o secretário de Estado para as Tecnologias de Informação, Manuel Homem.
O governante falava esta semana, em Luanda, durante a abertura do seminário de capacitação e potenciação da meteorologia em apoio à agricultura”.
Disse que a preparação dos especialistas com uso de modelos de alta resolução vai contribuir para a criação de melhores competências na gestão e acompanhamento dos fenómenos naturais.
Por isso, defendeu que a capacitação é um instrumento fundamental para o monitoramento do tempo e do clima, e visa dotar o Inamet de conhecimentos para elaborar e disseminar as previsões cada vez mais fiáveis, usando as novas tecnologias de informação e comunicação.
“Esse encontro marca o início das actividades resultantes do acordo de colaboração entre o Inamet e o Centro Comum de Investigação Científica da União Europeia, no âmbito do caminho conjunto entre Angola e o bloco europeu, bem como no plano de modernização do instituto”, esclareceu Manuel Homem.  
Participam no seminário ministrado por um investigador italiano, os técnicos do Inamet e dos Ministérios da Agricultura, da Energia e Águas, do Interior e da Defesa Nacional.Durante o encontro foram abordados temas como o monitoramento de secas e cheias, elaboração de boletins agrometeorológicos, análise e interpretação de imagens de satélite e os principais dados meteorológicos para monitoramento das culturas.

Falta de meios
Recentemente, o director do Inamet, Domingos do Nascimento, reconheceu haver falta de meios técnicos para uma melhor aferição das condições meteorológicas no país.Referiu que o instituto devia ter uma estação de 50 em 50 quilómetros para aferir melhor a variação das condições meteorológicas, notando que a situação contrasta com as necessidades actuais.