Em entrevista ao JE, o gestor explicou que a expansão da marca é um dos grandes planos da empresa, não apenas do ponto de vista comercial mas também pelo facto de levar-se a bandeira de Angola além fronteiras através dos telefones.
Revelou que a Facemundi tem em carteira o projecto de ter uma fábrica própria local que poderá ser implementado a longo e médio prazo de modo a aumentar a produção anual de aparelhos. “Os telefones são produzidos na China e a forma como aquele mercado está concebido não há um outro que consegue ter preços que concorram com o mercado chinês”, acrescentou.
O investimento inicial no negócio foi de 3.700.000. 00 dólares cujas vendas no I trimestre deste ano já ultrapassaram os 30 por cento. Realçou ainda que a empresa conta um fundo de investimento que permite atingir os objectivos preconizados, mas “queremos novos parceiros que nos ajudem a alavancar o negócio”, disse.

Fábrica em Angola

Questionado sobre a possibilidade de construir uma fábrica com tecnologia de ponta no país, explicou que implicaria uma subida no custo de produção e consequentemente no produto final, mas por outro lado criaria mais postos de trabalho, adiantando que a ideia é que os produtos estejam disponíveis a todos e a preços acessíveis.
Ailton Rodrigues disse que a empresa dispõe de seis modelos de telemóveis designação de ícones nacionais, como “Imbondeiro”, “Palanquinha”, “Welwitchia” e “Kwanza” dos mais básicos e económicos com uma perspectiva de utilização como telefone móvel e portanto atenta às necessidades de comunicar e estar comunicável a qualquer hora e com aplicações que reflectem a realidade local.
A facemundi dispõe de uma capacidade de produção de um milhão de aparelhos anuais e 3,7 milhões de dólares de investimento, a fábrica produz actualmente 100 mil telefones por ano.
“Neste momento trabalhamos essencialmente com representantes comerciais onde temos já uma linha de distribuição e acreditamos que teremos lojas
próprias no futuro”, assegurou.
A firma conta 20 postos de trabalho directos, e são jovens recrutados nas universidades com vastos conhecimentos no sector.