O I Fórum Empresarial de Estratégias de Negócios, que decorreu no último fim-de-semana em Luanda, recomendou aos empresários presentes, a pautarem pela ética, de forma a contribuírem para melhoria do ambiente de negócios no país.
O evento, que contou com a participação de mais de 40 empresários de diversos sectores de actividade, exortou igualmente os presentes a respeitarem a legislação tributária e a criação de empresas sustentáveis.
O economista e docente universitário, Filomeno Vieira Lopes, disse que a ética deve constituir a base de qualquer negócio. Só desta forma é que se pode ter empresas e negócios sustentáveis.
“No país, são poucos os empresários que pautam pela ética nos seus negócios, pois muitos ainda acham que se actuarem honestamente não terão sucesso no seu empreendimento”, disse o economista.
Segundo Filomeno Vieira Lopes, havia empresários que se aproveitavam da fragilidade do sistema fiscal no país, para fugirem ao fisco. “Mais esquecem-se que a fuga ao fisco pode enfraquecer o Estado, ficando impossibilitado de investir nos sectores da educação e saúde”.
Por estas e outras razões, prossegue o economista, é necessário haver a consciência ética para que os empresários utilizem padrões éticos avançados, quer nos seus negócios, quer no tratamento com os seus empregados.
Por seu turno, o especialista em Gestão de Empresas, Bráulio Ribeiro, e técnico da AGT, afirmou que nos últimos tempos, tem se registado um número crescente de empreendedores que procuram organizar a sua actividade tributária, realçando que, uma vez respeitando a legislação fiscal, os empresários poderão evitar gastos desnecessários.
Apesar de alguns constrangimentos que se tem registado no processo de pagamento dos impostos, o técnico afirmou que hoje já se verifica um maior cumprimento voluntário das obrigações fiscais por parte dos empresários, fruto do trabalhos que tem sido desenvolvidos pela AGT.
Sustenta que a AGT tem promovido encontros com algumas entidades, como associações empresariais, ordem dos contabilistas e outros organismos para a realização de fóruns e campanhas de aproximação com os contribuintes, de forma a estarem a par da realidade.
Já a consultora de negócios na área de Gestão e Finanças, Isaura Cavalcante, citando um relatório do MAPTSS de 2016 e 2017, explicou que seis em cada dez empresas criadas em Angola fecharam e em 2017 e 2018, nove em cada dez novas empresas fecharam.
“Estes números, são assustadores, e isso, demonstra que temos muitas empresas voláteis no país”.