ISAQUE LOURENÇO

Seguindo as instruções da Toyota Motor Corporation, a Toyota de Angola, como representante da marca no país, anunciou o recall de viaturas comercializadas no mercado angolano e que possivelmente estejam abrangidos pelas avarias nos pedais de acelerador, conforme já ocorreu em países como os Estados Unidos, Canadá, México, Japão e alguns da Europa.

Numa nota oficial, a Toyota explica como vai proceder para identificar e verificar as viaturas comercializadas e que denotam defeitos de fabrico.

De acordo com o documento, está abrangido neste recall o Corolla 1.8 automático (modelo ZRE152L-DEPNK), produzido desde Maio de 2009, do qual 30 modelos foram distribuídos oficialmente em Angola. Há ainda a eventualidade de se inspeccionar também o Corolla 1.4 manual (modelo ZZE150L-DEMNK), produzido desde Novembro de 2007. A empresa alerta que, para estas viaturas distribuídas pela representação angolana, os custos resultantes desta intervenção ficam sob responsabilidade da empresa.

Todavia, conforme avança, existem no mercado uma série de veículos importados pelo mercado paralelo abrangidos nesta medida. São os casos do Corolla e o Avalon, produzidos desde Janeiro de 2005 a Janeiro de 2010; o Camry de Outubro de 2005 a Janeiro de 2010; o Rav 4 de Outubro de 2008 a Janeiro de 2010; o Highlander de Setembro de 2009 a Janeiro de 2010; o Tundra de Outubro de 2006 a Janeiro de 2010; o Matrix de Janeiro de 2008 a Janeiro de 2010 e o Sequóia de Novembro de 2007 a Janeiro de 2010.

Para estas marcas, a Toyota de Angola informa que poderá as inspeccionar. Contudo, os custos de intervenção recaem directamente ao proprietário do veículo em causa.

Procedimentos

Neste momento, a Toyota está a proceder a identificação dos números de Chassis das viaturas que poderão ter este mecanismo de acelerador. Depois de identificados os veículos, a empresa compromete-se em informar ao cliente.

A intervenção na viatura acontecerá logo esteja disponível em stock a peça para substituição.

Dois terminais telefónicos (933888104 e 933888105) foram colocados à disposição dos clientes e proprietários de viaturas compradas na firma ou no mercado paralelo, para em caso de dúvida contactarem os serviços. Os clientes também podem fazer o contacto pelo correio electrónico helpdesk@toyota-angola.com.

Prius na lista

A nível internacional, após a crise dos modelos Corolla, Tundra, Rav4, Sequóia, a Toyota prevê recolher para revisão toda a gama do seu novo Prius.

A primeira etapa do “recall” do Toyota Prius vai acontecer no Japão e é seguida pelos Estados Unidos, Europa e outros mercados, informou uma fonte próxima da construtora japonesa.

A empresa nipónica tem discutido com autoridades de segurança em todo o mundo sobre como resolver um problema de software que atrasa a travagem do modelo em certas condições de piso. Os travões são os mais importantes órgãos de segurança do veículo.

O presidente da Toyota, Akio Toyoda, pediu desculpas por uma série separada de recolhas que envolvem mais de oito milhões de automóveis do grupo.

O Prius foi o carro japonês mais vendido em 2009 e é o modelo mais importante da Toyota, uma vez que as fabricantes mundiais preparam uma nova geração de veículos de baixa emissão de poluentes. O carro regista uma das mais baixas emissões de gases com efeito de estufa para a atmosfera.

A recolha do Prius pode também envolver o Toyota Sai e um modelo irmão vendido sob a marca de luxo Lexus, o HS250h, que foi lançado no ano passado e usa o mesmo sistema de travões que o novo Prius.

A falha técnica, detectada há semanas pelos técnicos da marca japonesa, pode afectar mais de 2,3 milhões de automóveis. Ainda não é certo que o problema afecte os modelos europeus, mas notícias da imprensa japonesa avançam com a possibilidade da marca chamar a revisão automóveis vendidos na Europa.

Segundo a própria Toyota a falha detectada é perigosa porque o pedal do acelerador prende, provocando uma aceleração involuntária.

Entre os modelos suspensos pela marca japonesa estão o modelo Camry – o mais vendido nos EUA -, a última versão do RAV4, o Corolla, o Matrix, o Sequóia, Tundra, Avalon e Highlander e agora o Prius e possivelmente o Lexus.

Honda e Volkswagen também anunciam o “recall” de viaturas

Duas outras grandes marcas do mundo automóvel anunciaram, a semana passada, o “recall” dos seus mais recentes modelos. Tratam-se da Honda e da Volkswagen que anunciou, embora por falhas diferentes, o recall dos seus mais recentes modelos.

A Honda, anunciou, no passado dia 29, um recall de 189.902 viaturas para concerto de uma falha verificada modelo Fit, fabricado entre 2003 e 2008.

Ao contrario da avaria das viaturas da Toyota, o recall do modelo Fit se deve à possibilidade de penetração de humidade no interruptor, o que pode comprometer seu funcionamento e, em casos extremos, gerar curto-circuito e risco de incêndio.

Por isso, segundo informaram os responsáveis da Honda, o recall tem o objectivo de instalar gratuitamente uma protecção plástica adicional no interruptor principal do comando dos vidros eléctricos.

"Trata-se de um reparo simples, porém visando o conforto e a conveniência dos proprietários, a Honda recomenda o agendamento prévio em uma concessionária de preferência do cliente", avisa a empresa. O recall ocorrerá até o dia 10 de Agosto.

A campanha no Brasil, por exemplo, envolve 62% dos cerca de 300 mil unidades do Fit já produzidos desde 2003. Na semana passada, a Honda anunciou a convocação de 646 mil veículos dos modelos Fit e City, este último que não foi incluído na campanha brasileira, que abrange países da Europa, América do Norte, África, Ásia e América do Sul.

Novo Gol e Voyage

Por sua vez, a Volkswagen também anunciou o “recall” de 193.620 veículos das marcas Gol e Voyage. Nestes carros, foram constatadas a possibilidade de insuficiência de engraxamento no rolamento das rodas traseiras.

De acordo com um comunicado da empresa, os proprietários deverão agendar, desde a passada quinta-feira, em uma concessionária da marca, a inspecção dos rolamentos das rodas traseiras.

Conforme notificou a Volks, "em casos extremos pode haver o desprendimento da roda e, eventualmente, acidentes". Com essa acção, a empresa deverá realizar a inspecção, aplicação de graxa e, se necessária, a troca do rolamento.

A empresa assegura que todos os serviços a prestar, decorrentes desta medida, serão gratuitos e diz que o tempo de serviço previsto para essa inspecção é de aproximadamente uma hora e meia.

Contudo, a empresa aproveitou garantir que não estão afectados com a presente situação todos os veículos produzidos a partir de Julho de 2009.

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Isaque Lourenço e Francisco Inácio