Os operadores dos transportes colectivos urbanos propuseram ao Ministério das Finanças um aumento das tarifas para 150 kwanzas por corrida, para poderem fazer face aos elevados custos operacionais, soube o JE de fonte do sector.
A ser aprovada essa tarifa representaria 50 kwanzas mais que a cobrada pelos operadores do mercado de Luanda, eventualmente o mais dinâmico do país, onde os percursos de autocarro custam cem kwanzas.
O artigo lembra que o último aumento das tarifas dos transportes públicos foi feito pelo Ministério das Finanças em Maio de 2005, quando custo do bilhete de passagem pago pelo passageiro passou de 25 para 30 kwanzas, um aumento de 17 por cento.
O valor da tarifa é, na verdade, de 90 kwanzas, com o passageiro para pagar uma percentagem de 34 por cento à entrada do autocarro e o Estado a subsidiar a corrida em 66 por cento.
Em 2016, porém, as empresas de transportes colectivos urbanos decidiram cobrar 50 kwanzas aos passageiros para minimizar as dificuldades que encontram para pagar salários, combustível, manutenção e todos outros custos directamente ligados à operacionalização dos autocarros.
Essa é uma das questões na mesa do novo conselho de administração da TCUL, empresa responsável pelo transporte diário de mais de 100 mil passageiros, e substitui o anterior, liderado por Freitas Neto, cuja saída acontece quando os mais de 1.900 trabalhadores ameaçavam arrancar, com uma greve por tempo indeterminado.
Face à nova situação da empresa, a comissão sindical tomou a decisão de suspender a greve, que reivindica dois meses de atraso salarial, subsídios de alimentação em falta há cerca de dois anos e o não cumprimento dos turnos e das qualificações profissionais, incluindo avaliações e contagem de tempo para a reforma.
Segundo o coordenador da comissão sindical de trabalhadores da Tcul, Octávio Francisco, depois de apresentada hoje a nova administração da empresa, os trabalhadores vão apresentar os problemas que se verificam actualmente.
O novo Conselho de Administração da TCUL liderado por Abel António Cosme é ainda integrado por Énio Renato de Magalhães Costa, diretor da Área Técnica, Pedro Pereira, diretor da Área Financeira, e Hermínia Sebastião Mateus Mac Mahon e Avelino Dala, ambos administradores não executivos.
Entretanto, o diagnóstico do estado técnico dos meios de transportes e a melhoria das condições de trabalho dos funcionários, bem como o pagamento dos salários em atraso constituem as principais prioridades do novo Conselho de Administração da empresa.