ADÉRITO VELOSO

O transporte inter-provincial em Angola ganhou um dinamismo acentuado com a pacificação do país, a partir de 2002. Antes desse período, a deslocação de um canto para o outro era feita por via aérea, bem como através de barcos, isto nas províncias banhadas pelo Oceano Atlântico, nomeadamente Luanda, Cabinda, Kwanza-Sul, Benguela e Namibe. Já para o interior do país, os passageiros e seus bens tinham como principal esteio o transporte aéreo, dada a conjuntura que se vivia na época, consubstanciada na degradação das principais vias de comunicação e na insegurança que se vivia ao longo das vias, devido à instabilidade política e militar então reinantes.

Actualmente, as pessoas optam mais pelo transporte terrestre com destaque para os autocarros, por ser este o meio mais barato, e, em certa medida, mais seguro, embora mais demorado. Outras, ainda, preferem os táxis, vulgo candongueiros, ficando o transporte aéreo para pessoas com alguma capacidade financeira, enquanto que o marítimo de passageiros quase que desapareceu, estando relegado para a transportação de mercadoria de grande porte.

A reabilitação dos principais caminhos-de-ferro também poderá facilitar o transporte de pessoas e os seus bens para as diferentes províncias que compõe Angola. Neste momento, estão em execussão obras de restauro dos caminho-de-ferro de Benguela (CFB), de Moçamedes (CFM) e o de Luanda (CFL). A reabilitação destas infra-estruturas ferroviárias já está em fase avançada. Presentemente, o CFB funciona a meio gás, já que os seus serviços apenas partem da cidade portuária do Lobito até ao município da Ganda, enquanto que o CFL funciona apenas no segmento urbano, ligando o município de Viana à cidade capital angolana.

Dada a demanda, nos próximos tempos o número de operadores no sector de transportes inter-provincial poderá aumentar. Mas, ainda assim, as operadoras que já estão no mercado tudo fazem no sentido de aumentarem a sua capacidade de transporte.

No segmento inter-provincial, destacam-se empresas como a Macon, SGO transporte, Fretrans, Brunotur, Autoviação Fialho & Filhos, que diariamente transportam para as diferentes províncias pessoas e os seus bens.

Um outro ramo que desponta neste segmento é o frete de viaturas. Empresários e pequenos comerciantes que de Luanda partem para às províncias recorrem aos camiões para particulares para transportarem as suas mercadorias. Os preços variam de acordo com a distância ao volume da mercadoria.

Mais detalhes sobre o assunto na edição imprensa do Jornal de Economia & Finanças desta semana, já em circulação