As transacções comerciais entre Angola e a Itália, país que preside actualmente o Grupo dos Países mais Industrializados do Mundo (G-8), poderão atingir, até 2010, a cifra de um bilião de dólares norte-americanos, informou uma fonte oficial.

Um documento distribuído em L 'Aquila, cidade onde decorreu, de 8 a 10 de Julho, mais uma reunião de cúpula do G-8, e em que Angola se fez representar pelo Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, refere que as trocas comerciais entre os dois países atingiram em 2008 um volume de 380 milhões de dólares norte-americanos, representando um crescimento na ordem dos 45 por cento em relação a 2007.

No período em referência, assegura o documento, Angola importou da Itália produtos alimentar, vestuários, mobiliários e máquinas, enquanto os europeus compraram do mercado angolano petróleo, mármore e pele de animais.

Quanto ao investimento directo de empresas italianas em território nacional, em 2008, a empresa petrolífera ENI rubricou um acordo com a Sonangol, no sentido da companhia de petróleos da Itália participar na exploração e produção de gás na província do Zaire, quer em águas profundas (offshore), quer em terra (onshore), contrato que terá duração de 20 anos.

O acordo assinado pelas duas companhias prevê a construção de uma central eléctrica e de gás, bem como a edificação de um novo centro de formação de quadros para o sector petrolífero, sendo o primeiro do género construído no país por italianos.

Ainda no domínio do investimento directo, actualmente operam no mercado angolano 22 empresas italianas, entre as quais a "Inter Inalca" e "Intermarket" que estão a investir desde 2008, dez e cinco milhões de dólares, respectivamente.

A "Inter Inalca" investe no fabrico de câmaras frigoríficas para a distribuição de produtos alimentares, enquanto a "Intermarket" aposta na construção de um supermercado em Viana (Luanda).