O sector da Hotelaria e Turismo contribuiu em 2018, com cerca de kz 826,6 mil milhões para o Produto Interno Bruto (PIB).
Segundo a ministra da Hotelaria e Turismo, Ângela Bragança, quando falava, recentemente, no Lubango (Huíla), na conferência subordinada ao tema “Turismo como factor impulsionador do desenvolvimento económico e social”, disse que o volume financeiro resulta da contribuição de receitas fiscais, arrecadadas dos serviços de alojamento,

restaurantes e similares.

No evento promovido pela Faculdade de Economia da Universidade Mandume ya Ndemofayo, a governante esclareceu que o montante de receitas do sector equivale a 3,2 por cento do conjunto das actividades
económicas apuradas.
“Embora os números não distingam as receitas turísticas das não turísticas, é assinalável o potencial económico do nosso sector. O turismo deve aproveitar a sua capacidade para impactar os investimentos múltiplos no sentido de reforçar a sua quota no Produto
Interno Produto (PIB)”, disse.

Empregos gerados

Os investimentos em novos empreendimentos hoteleiros e turísticos permitiram ao sector gerar no ano passado cerca de 3.327 novos empregos directos.
A ministra precisou que 12,4 por cento dos novos postos de trabalho foram gerados na província da Huíla, onde existem, actualmente 1.056 empreendimentos hoteleiros e turísticos.
“Se atendermos à variável emprego que é directamente produzido para a actividade turística no país, facilmente se afere o grande contributo do sector na estabilidade social e no bem-estar das famílias, não obstante a situação económica e financeira que Angola vive”, argumentou.
Disse que esta situação tem gerado uma demanda inusitada por divisas, e pior ainda, contribui para a manutenção dos empregos nos países exportadores em detrimentos da força de trabalho local, constituída por milhões de jovens em situação
de vulnerabilidade social.
“Os efeitos indirectos e induzidos que resultaria das aquisições dos 7.600 empreendimentos hoteleiros e similares existentes no país beneficia outras economias, também por força da importação de bens e contratações de diferentes serviços”, disse.

Alavancar o desenvolvimento

A ministra disse que o turismo tem condições para funcionar como alavanca do desenvolvimento em Angola se for abordado de forma transversal, como uma actividade que precisa do concurso dos diferentes sectores da economia nacional.
Acrescentou que o turismo mexe com os sectores da construção e obras públicas, energia e águas, telecomunicações, tecnologias de informação,saúde, segurança entre outros.
“O esforço inicial de investimento a desenvolver, transversalmente pelos diferentes sectores tem no turismo a garantia da sua capacitação e retorno, devido a capacidade que possui de rentabilizar e valorizar a totalidade da paisagem urbana, os territórios em ociosidade e a biodiversidade”, disse.

Valências são pouco aproveitadas

A ministra da Hotelaria e Turismo, Ângela Bragança, lamentou a condição pouco diversificada da economia angolana, com o grande revés para melhor aproveitamento das valências do turismo enquanto factor impulsionador do desenvolvimento da economia e social.
Referiu que os investimentos no sector possuem uma característica bastante favorável para Angola, visto que salvaguardam os esforços primários com a infra-estruturação.
 A governante acrescentou que a actividade turística é caracterizada em grande média por micro e pequenas unidades produtivas com prestações bastante fragmentadas sem exigência de elevados recursos financeiros, multiplicando o rendimento das famílias das empresas e dos estados.
 “Esta particularidade faz com que o turismo esteja melhor colocado para aliviar a pobreza em relação a outros sectores, pois permite alcançar desempenho económico, melhor distribuição da riqueza, ao transferir mais facilmente o rendimento para os mais pobres”, afirmou.
Alertou que o défice significativo de produção nacional faz com que os diferentes operadores do sector recorram reiteradas vezes à importação para a exploração e gestão da actividade, inclusive para a aquisição de bens e serviços elementares.
Disse que esta situação tem gerado uma demanda inusitada por divisas, e pior ainda, contribui para a manutenção dos empregos nos países exportadores em detrimento da força de trabalho local. DM