A União Europeia reservou 4,4 mil milhões de euros para serem aplicados em projectos de investimento em Angola até 2020. Os dados foram avançados em Luanda, durante um evento dedicado ao diálogo com Angola, onde foi igualmente apresentado o seu Plano de Investimento Externo para o sector público e privado no país.
Um documento a que o JE teve acessodiz que, a União Europeia e os estados membros, maiores doadores pelo mundo, pretendem diversificar as fontes e instrumentos tradicionais de cooperação para o desenvolvimento com novos modelos financeiros.
Os Objectivos do Desenvolvimento Sustentável, que as Nações Unidas definiram para serem atingidos até 2030, visam a erradicação da pobreza extrema em todas as suas formas, a protecção do planeta e a prosperidade para todos.
“A União Europeia está firmemente comprometida com o alcance destes objectivos”, lê-se no documento assinado pelo embaixador da União Europeia (UE) em Angola, Tomáš Ulicný, ao realçar que “para atingir os ODS, é preciso mobilizar os investimentos pelo sector privado”.
Segundo estimativas, a ajuda ao desenvolvimento, que constitui a fonte tradicional de ajuda, é claramente insuficiente para cobrir as necessidades de investimento nas áreas prioritárias como transporte, energia, água e saneamento, saúde e educação.
Nesta perspectiva, sustenta o documento, o Plano de Investimento Externo da UE, lançado em 2017, permite mobilizar os fundos públicos para alavancar os investimentos privados, principalmente no Continente Africano. Assim, até 2020, o bloco europeu reservou 4.5 mil milhões de euros para este plano, tendo como expectativa que este montante venha a alavancar mais de 44 mil milhões de euros de investimentos.
Angola, que é um país com grande potencial, apresenta constrangimentos a nível do clima de investimento. Por esta razão, a UE apoia o Governo de Angola com financiamentos, assistência técnica nas áreas do comércio e da gestão das finanças públicas, entre outros, para melhorar o clima de investimento em Angola e criar uma maior abertura comercial.
O êxito desta intervenção, sustenta o documento, só será possível através do diálogo reforçado entre o sector privado, o Governo e as instituições financeiras.